Eis que eu paro para pensar em minha vida, nas consequências das minhas escolhas, em tudo o que aconteceu e em tudo o que está acontecendo. Paro para pensar que às vezes as minhas escolhas são tão insignificantes naquele momento, mas que no futuro ela será importante. A primeira vez que falou com uma pessoa ou algum conselho dado, tais coisas como essa, podem mudar sua história.
Eu penso em todos que já passaram por mim, todos que me pediram ajuda. Alguns ajudei com um belo sorriso – atitude da qual não me arrependo –, houve outros que ignorei; nem cheguei a pensar o quão importante essa ajuda seria; ignorei-os pelo simples fato de não me sentir bem naquele dia, ou por ter sido magoado algum tempo antes. Penso em quantas pessoas realmente precisavam de ajuda, mas não conseguiram por causa do erro de outras pessoas. Quantas pessoas nãos estariam vivas agora?
Pergunto-me o que leva uma pessoa a desistir de tudo; o que a leva a pensar que está sozinha. Será que ela nunca percebe que não está só? Percebo, então, que às vezes estamos cegos demais devido aos nossos problemas que não olhamos ao redor. Não nos preocupamos em ver se alguém se importa conosco, se temos realmente amigos. E assim acabamos sem rumo. Ou, pelo menos, é o que pensamos.
Entretanto, me perguntou: o que seria um rumo? Será algo tão frágil que é perdido com os problemas da vida? O dicionário nos dá vários significados para rumo: “Direção; destino, meta”. O que faz uma pessoa ficar sem uma direção? O que arranca de tal forma a esperança de alguém que ela fica sem um destino? O que faz uma pessoa perder a meta? Acredito que nunca saberei as respostas, mas vamos continuar em frente. Tenho minha vida inteira para viver e garanto que você também.

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