Procurei-te; percorri becos escuros a sua procura; aqueles lugares horríveis que sempre temi. Por você, velho amigo, eu encarei-os; procurei-te incansavelmente.
Com o fracasso, inventei-lhe na cabeça e coloquei fé nesta invenção. Quando te inventei, fiquei de cabeça baixa pensando em você e, nesse meio tempo, você passou por mim sem que eu te percebesse.
Você me procurou e eu não vi, quando percebi, fui a sua procura mais uma vez, mas nada aconteceu. Um dia, quando desistimos de procurar, nós esbarramo-nos em um beco por ai, um daqueles que tanto temia. Contudo, graças a sua falta, foi onde me acolhi. Parados, nos encaramos um ao outro. Será que procuramos tanto apenas para nos encontrar ali? É isso que se chama destino?
Contudo, não. Você não me reconheceu e continuou com sua procura; se acolheu no sabor de procurar, mas nunca achar. Quando achou, não quis entender que a procura tinha acabado. Entretanto, eu não ligo que continue a procurar por mim, sei que um dia vai me encontrar, tudo bem, mas peço que, quando me achar, aceite que a busca terminou.
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