Edward
Lupin encarava o vendedor de nariz adunco com desconfiança. Pallaton Tulloch
Gold era famoso por seus acordos, dos quais nunca saía perdendo. Ted tentava
descobrir o que Gold poderia querer dele; Ted podia imaginar apenas uma coisa.
-
Quais são os termos do contrato, Sr. Gold? - Ted perguntou.
-
Em um momento do futuro, em breve, precisarei de suas habilidades. Você não
negara o que eu lhe pedir e cumprirá conforme eu disser. - O bruxo andou até
sua caixa registradora; usando sua varinha, ele abriu uma gaveta abaixo da
máquina, de onde tirou um livro grande de capa preta. - E em troca, dar-te-ei o
nome da pessoa que comprou o medalhão que procuras.
-
Mas eu preciso desse nome agora.
-
E eu lhe darei, mas precisa assinar isso. - Ele fez surgir com sua varinha
sobre o balcão diante dele um contrato com pelo menos um metro de comprimento e
letras tão miúdas que Ted teve dificuldade de lê-las. - Quando terminar de ler,
apenas toque a campainha. - Gold mostrou uma sineta que estava ao lado da
registradora.
-
Não tenho tempo para ler. - Ted sacou uma caneta do bolso.
-
Não, não, não, meu caro. Você deve assinar com sua varinha.
Assim
Ted o fez. Meio desengonçadamente, ele assinou seu nome completo na linha no
fim do contrato usando-a. O contrato desapareceu no momento que ele terminou.
Gold pegou uma pena, molhou no tinteiro e escreveu o nome em um pedaço de
papel, que entregou ao rapaz. Ted decorou o nome e guardou-o no bolso do
casaco.
-
Como saberei se o nome é verdadeiro?
-
Ele é. Eu nunca deixo de cumprir meus acordos. Espero que você também não
deixe. - Gold entrou pela porta que levava aos fundos da loja.
Ted
voltou ao Ministério imediatamente. Eles tinham uma nova pista a seguir.
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Assim
que desaparataram, Harry se desvencilhou de Rony. Ele conseguiu, em menos de
dois segundos, sacar sua varinha e a Voldemort dos mecanismos em seus braços;
Com elas, executando o mesmo feitiço, nocauteou dois dos inimigos. O primeiro
foi aquele capaz de usar magia sem varinha, o outro fora o gigante ruivo.
O
Auror afastou-se dos dois e apontou cada varinha a um deles, enquanto eles
repetiam o gesto em direção a Harry. Rony sorria maliciosamente, algo que ele
nunca tinha visto no rosto do amigo. O mascarado olhou para ele, como se
esperando uma ordem. Rony sinalizou que sim com a cabeça. Ele aparatou
novamente.
Foi
o momento que o Auror olhou em volta. Estavam em um cemitério onde Harry já
havia ido. De fato, ele fora ali todos os anos após guerra contra Voldemort visitar
o túmulo de seus pais. Ele estava em Godric’s Hollow, a vila em que foi o
último esconderijo de Tiago e Lilian Potter, onde eles pereceram pelas mãos do
bruxo das trevas. Harry lembrava da primeira vez que estivera ali, anos antes,
com Hermione.
-
Quem é você? - Harry perguntou quanto Rony voltou sua atenção a ele.
-
Como assim Harry? Sou eu, Rony?
-
Não, você não é. Posso ver em seus olhos uma coragem que Rony não tem. - Devido
ao desespero do sequestro de Gina, apenas agora ele notou aquele mínimo
detalhe. - Quem é você?
-
Você descobrirá em breve, assim que o efeito da poção passar.
-
Para onde enviou seu amigo?
-
Mandei ele buscar Gina, é claro. - De repente, ele começou a ficar mais alto. -
Parece que meu timing é impecável. -
Sua voz estava mudando de tom.
Ele
cresceu, ficando cada vez mais alto. Sua pele ficou pálida como a neve; seu
rosto emagreceu, ficando cadavérico; duas fendas de cobra era sua narina; seus
olhos ficaram vermelhos e suas pupilas tornaram-se verticais, como olhos de
gato. Seu corpo também ficou mais magro, suas mãos alongaram-se e seus dedos
ficaram finos como gravetos. Quando falou novamente, sua voz era como um
sussurro sombrio.
Harry
não queria acreditar no que seus olhos viam. Não queria acreditar que ele havia
voltado. Não queria acreditar que os sete anos de pesadelos voltaram.
-
Sentiu saudade, Harry? - Lorde Voldemort disse, com um sorriso zombeteiro.
-
Não... Isso é impossível. - O Auror sussurrou em meio ao choque.
-
Eu voltei! - Ele praticamente gritou.
-
Não...
-
E agora eu não vou falhar em te matar!
A
raiva superou o choque. Harry estava diante de Voldemort mais uma vez. E mais
uma vez ele teria que derrotar seu arqui-inimigo. Entretanto, dessa vez ele não
era uma criança órfã, assustada que não conhecia seus poderes. Ele era um
Auror! Era adulto! Pai de família! Que aquele maldito bruxo das trevas havia
raptado. Harry não ia levar sete anos para matá-lo.
-
Avada Ke...! - Entretanto, o parceiro
mascarado dele surgiu, interrompendo-o.
Ele
trazia consigo Gina pelo pescoço. Ela chorava. Estava machucada, com diversos
cortes pelo rosto, além de roxos por todo o corpo, incluindo nos pulsos. Suas
roupas estavam rasgadas e sujas. Seu lindo cabelo ruivo estava sujo, embaraçado
e sem vida. A raiva de Harry aumentou. O mascarado tinha a varinha apontada
para ela.
-
Não tão rápido, Harry. Nossa brincadeira está apenas começando! Devolva minha
varinha, sim? - Ele não teve outra opção a não ser fazer como lhe foi dito. - A
sua também. - Harry hesitou, mas como ouviu um grito de Gina, que teve seu
pescoço apertado com mais força; ele entregou. - Como deve imaginar, voltar dos
mortos não é uma tarefa fácil, ainda mais sem minhas Horcrux. A Morte não está
nem um pouco feliz comigo, sabe.
-
E o que eu tenho a ver com isso?
-
Tudo, meu rapaz! A Morte te adora! Você, apesar de ter tido em mãos todas as
Relíquias, não usufruiu de todos os poderes que eles carregavam. Imagine então
quando você foi até aquela floresta a abraçá-la e morrer pelos outros, a Morte
passou a venerá-lo e, apenas por isso, não o levou naquele momento, mas sim uma
parte de minha alma que estava dentro de você...
-
Desembucha, Voldemort. O que você quer de mim?
-
Um puzzle. - O bruxo das trevas parecia não conseguir conter a ansiedade de ter
Harry a sua mercê.
-
Vai precisar ser mais específico.
-
A Morte me persegue, Harry, não posso andar sendo eu mesmo por aí. Mas há uma
forma. Uma pessoa há muito, muito tempo conseguiu ludibriar a Morte durante
muito tempo, muito mais tempo que Nicolas Flamel ou Dumbledore. Eu preciso
saber que método é esse.
-
Descubra sozinho, oras. - Retrucou o Auror.
-
Não posso. Se pudesse, eu o faria, Potter. - Ele disse seu nome como se fosse
uma das Maldições Imperdoáveis. - Com a Morte em meu encalço, mal consigo
respirar. E correr o risco de minhas poções polissuco acabem em um momento que
a Morte está próxima é inviável.
-
Coloque um de seus comensais na missão! - Vociferou. - Eu não vou te ajudar.
-
Sim, você irá. Ou então... - Ele olhou para o mascarado.
-
Crucio! - Ele disse com a varinha
apontando para Gina, que urrou de dor.
-
Não se preocupe. Não vou deixar que sua amada Gina morra. Tenho muita dor para
causar nela!
-
Ok! - Harry concordou. A dor de sua esposa parou imediatamente. - Quem é o
cara?
-
Olhe a tumba ao lado de seus pais. Você tem quanto tempo precisar, mas não se esqueça
de que quanto mais tempo demorar, mais tempo ela ficará comigo. Assim que
conseguir a resposta, vá até o local onde tudo começou, eu irei te encontrar.
Vá apenas se tiver a resposta, ou então eu mesmo matarei sua esposa.
Harry
olhou rapidamente para esposa, tentando dizer com olhos que faria de tudo para
resgatá-la. Quer ela tenha entendido ou não, Gina sabia que Harry não
desistiria enquanto não conseguisse tê-la em casa sã e salva. Voldemort
aparatou, levando seus dois capangas desmaiados. O outro mascarado foi-se com
Gina.
Sozinho,
sem sua varinha ou um meio de voltar ou contatar o Ministério, o Auror andou
tristemente até o túmulo dos pais. Uma caminhada que ele conhecia muito bem. Ao
chegar a seu objetivo, ele abaixou e leu pela milésima vez os nomes de Tiago e
Lilian Potter. As lágrimas surgiram em seus olhos como quando acontecia toda
vez que ia até aquele cemitério, mas hoje ele não podia chorar. Tinha que
salvar sua esposa. Pegou uma caneta do bolso e, em sua própria mão, anotou os
nomes da lápide à direita: “Gerwyn O'Cleirigh” e “Maysa Shilston O'Cleirigh”.
Em seguida, os da esquerda: “Deon Youngblood” e “Belsant Van Ulf Youngblood”.
Dois
casais, ele deduziu, mas nenhum deles era familiar ao bruxo. Enquanto o time de
resgate não chegava, Harry foi até a casa onde seus pais foram mortos. Como
homenagem as Potter, a cidade decidiu manter a casa da mesma forma que ficou no
dia que Voldemort atacou, além de construir uma estátua mágica em uma praça que
desaparecia toda vez que um trouxa se aproximava. Harry sentou em um banco e
esperou.
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O colaborador Miguel Corner não
tirava os olhos da tela do computador. Há horas que não o fazia. Queria
desesperadamente encontrar Harry Potter. Desde que entrou na Armada Dumbledore
no sétimo ano em Hogwarts - apesar de já ter pertencido quando esta foi fundada
- Miguel tinha uma grande admiração pelo herói desaparecido. Agora, depois de
dezenove anos, dependia dele e de sua equipe de encontrar o rapaz.
Naquela madrugada de sábado para
domingo, todos estavam em suas casas e apenas ele e Cho Chang estavam na sala
de Tecnomagia. O projeto joaninha,
encabeçado por Cho e desenvolvido por ele, ainda não tinha dado resultado.
- Acha que vai levar muito tempo
para encontrá-lo? - Cho perguntou, trazendo dois copos de café quente do
Starbucks; ela sentou em uma cadeira ao lado dele.
Miguel fitou os olhos negros e
estreitos da mulher. Durante um curto período em Hogwarts, os dois namoraram.
Mas não deu certo depois que saíram de lá. Cho foi para China, país de seus
ancestrais, para estudar sua peculiar magia. Eles terminaram, e ela voltou,
anos depois, casada com um mago chinês. Miguel, ao vê-la, arrependeu-se
totalmente de ter terminado com ela. Mas agora era tarde demais, ela já tinha
até filhos e estava feliz.
- Eu não sei. A joaninha nunca
tinha sido usada antes. Não sabemos a distância exata que ela cobre ou quanto
tempo demora a responder. É muito difícil de dizer.
Assim que terminou de falar, a
luz branca da tela que iluminava o rosto de Cho mudou para vermelha com bolas
pretas. Miguel olhou para a tela. O desenho de uma joaninha brilhava sobre o
mapa de algum. Trocou um olhar surpreso com Cho.
A joaninha havia finalmente surtido efeito.
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Ted
atravessou o hall em reforma o mais rápido que suas pernas permitiram. Tinha
pressa para salvar o padrinho. Talvez o nome pudesse dar a eles uma pista por
onde começar. Ele pegou o elevador para a sala do Ministro. Enquanto a porta
fechava, Cho segurou-a. Ela entrou com pressa, meio ofegante. Assim que
reconheceu Ted, ela disse:
-
Eu encontrei Harry! Estou indo ver o Shacklebolt agora mesmo!
-
Que rápido! - Ele disse alegre, aliviado e surpreso ao mesmo tempo. - Onde ele
está? Já mandou alguém atrás dele?
-
Em Godric’s Hollow. Eu não posso mandar em Aurores, eles são hierarquicamente
superiores, mas estou indo ver o Ministro. Uma equipe deve ser mandada
imediatamente. - Antes que o silêncio ficasse estranho, ela resolveu comentar:
- Bem, eu não achei tão rápido assim. Levamos em torno de três horas para
localizá-lo. Muita coisa pode acontecer em três horas. E isso por que, como
detectamos, a joaninha demorou em responder e nos avisar o impulso mágico usado
por Harry e... - Cho se interrompeu, pois o andar que queriam chegou.
A
secretária temporária, ainda confusa com a recém-promoção, que permitiu que
eles passassem sem pedir qualquer identificação. Eles entraram e, antes que o
Ministro pudesse reclamar, Cho foi dizendo que havia encontrado Harry Potter em
Godric’s Hollow. Shacklebolt agarrou o telefone e ligou para um dos Aurores,
que imediatamente aparatou com outro três para resgatar o herói.
-
Meus parabéns Cho. - Ele cumprimentou. - Não imaginava que o encontraria tão
velozmente.
-
Muito obrigada, Ministro, mas eu demorei até. A joaninha demorou em responder. Hoje mesmo retomarei o projeto para
melhorá-lo.
-
Muito bem. E você, Sr. Lupin? O que deseja?
-
Senhor, eu encontrei uma nova pista sobre a Triskelium.
- Ted sentou-se diante dele; Cho pediu licença e saiu.
-
Lilá contou-lhe sobre o livro, não? - Ele parecia um tanto inconformado.
-
Sim, senhor. Mas ela me contou apenas para que eu pudesse ajudar a encontrar
meu padrinho. Ela não fez por mal.
-
Não importa. Apenas desembuche. - Shacklebolt ignorou o erro de Lilá. - O que
descobriu?
Ele
narrou rapidamente o que aconteceu anos antes, quando viu o medalhão na
primeira vez que foi a Falklands-Malditas. Ele percebeu que o Ministro deixou
de lado o fato de que o rapaz frequentava a Travessa do Tranco, e permitiu que
ele continuasse a história. Ele pulou para o momento que Lilá lhe falou sobre a
pesquisa de Harry; narrou sua ida a Falklands-Malditas e sua conversa com Gold,
deixando de lado a parte do acordo - o Ministro não aprovaria. Enquanto
entregava o papel com o nome, Shacklebolt disse:
-
Não sei como convenceu Gold a ajudar. Nem ao menos na guerra ele ajudou a
qualquer um dos lados. - Ele pegou e observou o escrito. - Violet Hambrick. Não
faço ideia de quem seja esse nome.
-
Muito menos eu.
O
Ministro pegou o telefone e ligou para ninguém menos que Draco Malfoy, que,
como sempre, estava mal-humorado. Ele soletrou o nome a ele e pediu para que
pesquisasse em sua base de dados, a única que mesclava informações de trouxas e
de bruxos em um único programa. Em seguida, desligou.
-
Draco falou que vai levar um tempo até que ele consiga uma informação concreta
sobre o nome.
-
O que fazemos agora?
-
Esperamos. Seu padrinho estará aqui a qualquer momento.
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Os
quatro Aurores surgiram do nada, cada um em uma posição cardeal em volta de
Harry. Aquela era uma estratégia criada por ele mesmo para missões de resgate.
Se o resgatado estivesse sendo atacado no momento que os Aurores aparatassem,
naquela posição eles poderiam retaliar em qualquer direção sem correrem o risco
de ferir seu aliado.
Oliver
Wood liderava a equipe. Ele fora o capitão e goleiro do time Quadribol da
Gryffindor durante alguns anos simultâneos de Harry. Depois de anos sendo
reserva no time Puddlemere, ele desistiu dos esportes e começou sua carreira de
Auror. Ele era bom, treinara com Harry durante um ano na Academia de Formação
de Aurores no começo dos anos 2000.
-
Senhor Potter. - Ele prestou continência ao seu superior.
-
Oliver. - Ele cumprimentou de volta.
-
Está tudo bem, senhor? Você parece um tanto abalado.
-
Trago notícias terríveis! O inimaginável aconteceu. Ele voltou, Oliver. O pior
de todos os inimigos que o mundo já viu é mais uma vez uma ameaça.
Oliver
quase caiu para trás. Ele sabia exatamente de quem Harry falava. Vira os
horrores, as mortes, a desolação que ele
havia causado dezenove anos antes. Aquele-que-não-deve-ser-nomeado havia
retornado do Reino dos Mortos, e almejava vingança.
-
Voldemort voltou. - Harry concluiu.
-
ISSO É IMPOSSÍVEL! - Shacklebolt gritou, levantando subitamente de sua cadeira
e socando uma parede de raiva assim que Harry contou a horrível notícia. - Você
destruiu todas as Horcrux. Não há meios de se voltar a vida.
-
Talvez ele tivesse mais. Talvez apenas sete não era o bastante. Talvez
Dumbledore não descobriu uma delas. - Harry despejou as possibilidades junto
com suas frustações. - Eu não tenho ideia!
-
As coisas estão ficando cada vez piores. - O Ministro andava de um lado para o
outro. - E tenho notícias ruins também.
Ele
contou sobre o nome que Ted havia encontrado, mas que Draco levaria um tempo
para descobrir quem era. Contou sobre a foto que recebera em seu e-mail de
Sturgis Podmore, na qual havia Tom Riddle segurando um livro em cuja capa
estava desenhado o símbolo da Triskelium,
mas que o time enviado a antiga casa de Hepzibah Smith havia constado que a
casa estava fortemente protegida por magia e que nenhum deles conseguiu quebrar
o escudo, a única forma era esperar que os donos aparecessem. A última, e provavelmente
a pior notícia, é que Lucius havia caído doente novamente. Luna dissera que fez
o possível para estabilizá-lo, mas que sem Hilda, levaria semanas para que ele
se curasse.
Harry
perguntou se não poderia aparatá-lo de volta ao Ministério, mas Shacklebolt foi
contra. A viagem sem dúvida o mataria. Ele mandou chamar Hilda, que minutos
depois entrou na sala. O Auror disse que iria dizer para ela a localização da
cabana.
-
Tudo bem, posso tratá-lo lá, mas, sem o meu equipamento daqui ou ajudantes, não
sei quanto tempo pode levar. - Ela concordou. - Vou preparar minhas coisas.
-
E o livro? - Harry perguntou.
-
Nada ainda. Tenho um time tentando encontrar uma pessoa que talvez seja capaz
de lê-lo, mas ainda nenhum sinal.
-
Uma última coisa, senhor. - Harry pegou um papel na mesa e escreveu os nomes
que copiara das lápides. - Conhece algum desses nomes?
-
Não. - Ele respondeu após analisá-los com calma. - São totalmente desconhecidos
a mim. Mas se quiser, posso pedir para Draco que pesquise os nomes.
-
Essas pessoas estão mortas. Talvez a muito tempo. É difícil que ele encontre
qualquer informação sobre elas. - Harry se levantou e esticou a mão para o
Ministro. - Muito obrigado, senhor. - Ele apertou firmemente a mão do Auror.
-
Vá para casa, Harry. Infelizmente não temos muito mais o que fazer.
Harry
Potter destrancou a porta do número 12 do Largo Grimmauld. A casa estava
totalmente arrumada, as paredes intactas e tudo em seus devidos lugares, como
se nada tivesse acontecido. Mostro poderia reclamar de tudo, mas sem dúvida
deixava aquele lugar intacto. Harry estava sem fome, sem sono, de fato, estava
sem vontade de fazer qualquer coisa. Ele andou até seu quarto, caiu na cama e,
pela primeira vez em anos, ele chorou.
Em
uma manhã fria de outono, Harry levantou de sua cama. Mais uma noite solitária
de insônia. Não dormia desde o dia que sua esposa fora raptada. Para que não
ficasse tão sozinho, Ted mudou-se para o Largo, dando desculpa a sua avó de
que, devido ao seu treinamento como Auror, Harry o convidara para morar ali.
Lilia, porém, ficou na casa da avó, para mantê-la longe de tudo que estava
acontecendo.
Durante
os dias, ele pesquisou sobre os quatro nomes das lápides, mas ninguém parecia
saber sobre eles. Nem mesmo Lilá ou a coruja da Casa do Conhecimento sabia
dizer. Harry nunca se sentiu tão desamparado em sua vida.
Neste
dia, apenas duas coisas tirar Harry da melancolia da casa vazia. Ambas
ocorreram no final da tarde. A primeira foi a chegada da coruja Edwiges II com
uma mensagem de seu filho, que confirmou sua entrada na Slytherin e pedindo sua
Firebolt. O pai estranhou, já que Alvo não gostava de voar, entretanto Harry
ficou feliz. Uma pequena alegria naqueles momentos de tristeza. Ele embrulhou a
vassoura em cartolina marrom, deu para a coruja, que voou de volta ao
remetente.
Enquanto
observava-a voando e, nostalgicamente, lembrando de sua coruja, a primeira
Edwiges, Ted entrou com tudo no escritório, onde Harry mantinha seus objetos e
trabalhos de Aurores, e onde Edwiges II encontrou-o. Ele tinha uma folha
sulfite na mão, na qual estava escrito uma mensagem simples, enviada por Luna
Lovegood:
Lucius
está curado. Precisa falar com Harry Potter imediatamente.
Harry
pegou a primeira varinha que viu em seu arsenal em casa e, junto com o
afilhado, aparatou para a cabana, onde Luna, Lucius e Hilda os esperavam.
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