Gostaria de falar que este texto foi baseado em uma musica que eu gosto muito (Hey There Delilah - Plain White T's) que fez muito sucesso em 2007, porém só fui conhece-la alguns anos depois. Enfim, esse é o primeiro de muitos textos meus que pretendo refazer e postar aqui.
Kansas,
10 de Agosto de 2010
E aí
Delilah,
Como
anda a sua nova vida? Eu sei que estou longe, mas tenho certeza que você está
radiante, e não adianta negar, pois você sabe que está. Nem a Times Square no
Natal pode brilhar mais do que seus olhos.
Delilah,
mande-me noticias. Desde que você chegou em Nova York que não recebi uma carta,
email, telefonema, nada! Estou preocupado.
Com amor,
Tom
Kansas,
25 de Agosto de 2010
E aí
Delilah,
Eu estou
aqui à milhas e milhas de distância, mas ainda te amo como sempre amei. Você é
o amor da minha vida e eu faria tudo por você. Meus amigos vivem me
perguntando: “Cara, o que essa garota fez
com você?” Eu simplesmente não sei a resposta, mas eu te amo como nunca
amei ninguém.
Você é o
meu motivo de existir, e estar separados como estamos dificulta o acordar todos
os dias, contudo ainda consigo com muita luta.
Com amor,
Tom
Kansas,
10 de Setembro de 2010
E aí
Delilah,
Estou
mandando junto a esta cara um CD com uma música que compus pra você. Então, se
por acaso você se sentir sozinha, você pode ouvi-la e se lembrar de mim. Eu
espero que, ao fechar os olhos, será como se eu estivesse aí.
Delilah,
eu não tenho muito para te contar. Desde que se foi, tudo ficou tão sem graça.
Por aqui nada acontece. Continuo indo pras minhas aulas de violão. Ah, sim, eu consegui
um trabalho que envolva música. Como você costumava dizer: “violão também é um ganha-pão”
Com amor,
Tom
Kansas,
20 de Setembro de 2010
E aí Delilah!
Pelo
amor de Deus, me dá um sinal de vida! Será que estou mandando as cartas pro
endereço errado? Será que você ainda está aí?
Delilah,
por favor, não desapareça.
Com amor,
Tom
Kansas,
15 de Outubro de 2010
E aí
Delilah,
Você
está essas cartas? Está com algum problema? Por favor, me diga se houver. Sabe,
eu tenho a sensação de que você está lendo essas cartas, mas as ignora. Eu não
posso desistir de você.
Eu sei
que os tempos estão difíceis, mas não se preocupe. Um dia eu serei famoso e nós
teremos tudo o que quisermos! Tudo mesmo! Pode confiar em mim.
P.S.:
Estou enviando um cd com mais 6 músicas minhas sobre nós. Espero que goste.
Com amor,
Tom
Kansas,
30 de Outubro de 2010
E aí
Delilah,
Sabe que
dia é amanhã? Sim! É Halloween! E também nosso aniversário de namoro. Esperei
tanto por esse dia, pois completa nosso primeiro ano juntos, mas também 3 meses
que você partiu pra Nova York. Espero você esteja bem. Estou preparando uma
surpresa pra você, aguarde.
Mais uma
coisa: eu finalmente compus músicas o bastante para gravar um CD. Estou te
mandando um demo dele.
Com amor,
Tom
Kansas,
20 de Novembro de 2010
E aí
Delilah,
Fiquei
sem escrever a você todo esse tempo, pois estou preparando aquela surpresa de
natal, lembra? Espero que esteja com saudades de mim.
Ainda espero
sua opinião sobre minhas músicas, pois se elas te fazem feliz, eu passarei
minha vida inteira escrevendo-as para você até o dia que eu morrer.
Sinceramente,
o que você fez, e ainda faz, comigo?
Com amor,
Tom
Kansas,
15 de Dezembro de 2010
E aí
Delilah,
Bom, vou
contar a surpresa (você sabe que não consigo guardar segredos por muito tempo).
Eu estou indo para Nova York passar o natal com você. Eu sei, 100 milhas parece
uma distância muito grande, por isso que inventaram os aviões, os trens, os
carros e as motos, mas se não tivesse outra escolha, vou a pé mesmo. Eu faria qualquer
coisa para ver seu rosto e seu sorriso mais uma vez. Delilah, você me
conquistou de uma forma absurda, delirante até, e agora você terá que se
acostumar com esse bobo apaixonado. E tenho uma novidade: eu consegui contrato
com uma gravadora em Nova York. Amanhã mesmo pegarei um avião a fim de acertar
os últimos detalhes com eles.
P.S.:
Não me dê um bolo, por favor.
Com amor,
Tom
Nova
York, 13 de Setembro de 2010
Querido
Tom,
Se você está
lendo essa carta significa que veio até meu apartamento me procurar. Isso me
deixa muito feliz, mas ao mesmo tempo, triste. Escrevi respostas a cada uma de
suas cartas, mas nunca tive coragem de postá-las. O motivo está mais para frente.
Pedi para a Sra. Dickinson, a dona da pensão onde moro, que entregasse essa
carta a você se por acaso visse me procurar.
Eu não
sei dizer o quanto você me fez bem enquanto estivemos juntos, e sei explicar
menos ainda o quanto sua ausência correu meu coração. Saber que você não
estaria aqui para me trazer alegria, companhia, amor era devastador. Eu ouvi
todas as suas músicas – amei todas elas – tornou minha estadia aqui ainda pior.
Acordar e perceber que eu não ia te ver, era a pior sensação do mundo. Em duas
semanas apenas eu perdi completamente minha vontade e esperança.
Foi então
eu conheci Charlie. Ele veio quando estava quase desistindo do meu sonho. Ele
me mostrou como viver minha vida nova, como aceitar as mudanças que aconteceram.
Eu sei que escolhi a pior maneira de dizer isso, não é mesmo? Mas vou falar do
modo mais fácil, eu e ele estamos vivendo juntos agora, mas não vou dizer onde.
Não quero que você me procure.
Perdoe-me.
Sei que parti
seu coração, mas eu preciso perseguir minha felicidade, não é? Você mesmo que
me ensinou isso. Confesso que tentei evitar apaixonar-me por Charlie, mas eu já
não aguentava a tristeza e ele me trouxe alegria. Você sabe que eu desisto
muito fácil das coisas, como desistir de nós dois. E Charlie, bem, ele me ajuda
a não desistir, a continuar lutando pelo meu sonho.
Eu sei
que você não vai aceitar isso, assim, de cara. Não sei nem se vai acreditar na
segunda vez que ler, mas entenda: é a verdade, foi isso que aconteceu.
Me
desculpe por não responder suas cartas e por não mandar notícias, mas como
disse, não tive coragem de enviar as cartas.
Eu sou
uma idiota. Perdoe-me.
Mas
muito obrigada. Por tudo. Desde o dia que te conheci até o dia que parti. Cada
coisa que você fez por mim, tenho apenas a agradecer. Do fundo do meu coração,
muito obrigada por ter sido a pessoa maravilhosa que você é.
Com carinho,
Delilah
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