Ted
Lupin sentiu um frio na barriga assim que o nome de Gold surgiu na conversa.
Ele pôde sentir que o mapa estaria com o vendedor, que era famoso por possuir
diversos objetos mágicos raros. Seu padrinho, porém, continuou a interrogar o
velho Youngblood.
-
Tem outra coisa que eu preciso te perguntar. Quem foi Deon Youngblood? - Harry
perguntou, mostrando o nome anotado eu seu papel.
-
Deon Youngblood é meu ancestral. Ele viveu durante os séculos X e XI. Ele foi
amigo de Salazar Slytherin, e até mesmo ajudou na fundação de Hogwarts. - Harry
fora pego de surpresa; achava que Deon vivera pouco tempo atrás, e não há mais
de mil anos. - E ele tem tudo a ver com o mapa que vocês procuram.
-
O que quer dizer? - Ted, que estava calado até aquele momento, perguntou.
-
Foi ele quem fez o mapa a pedido de Salazar. - Barry explicou. - Só um minuto.
Barry
foi até a sala ao lado, que era uma biblioteca. Voltou alguns minutos depois
com um diário de viagem, com capa de couro e páginas amareladas pelo tempo.
-
Esse é o diário de Deon. É um tesouro que também foi passado por gerações na
família, mas não valia tanto quanto o mapa.
-
Você sabe a que esse mapa leva? - Harry perguntou.
-
Não faço ideia. No diário há uma breve explicação sobre ele. Diz que apenas um
descendente de Salazar poderia lê-lo.
Harry
deu a entrevista por encerrada. Não tinha mais nenhuma informação que poderia
ser dita que ele já não sabia. Os dois saíram casa e seguiram de volta ao carro
que os trouxera ali. Enquanto voltavam ao Ministério com Ted dirigindo, Harry
lia o diário de Deon Youngblood, que contava brevemente a história de fundação
de Hogwarts com alguns detalhes diferentes do que era contado na Escola durante
as aulas.
Entretanto,
algumas páginas no fim haviam sido arrancadas logo após Deon anunciar que
Salazar Slytherin estava próximo de morrer. Nestas páginas deveriam estar os
escritos que eles procuravam.
Uma
explosão veio de trás deles, fazendo com que Ted perdesse parcialmente o
controle do carro. Eles derraparam, o carro girou três vezes, quase capotou,
mas pararam são e salvos. A explosão viera da casa de Barry. Para não perder
nenhum segundo, eles aparataram diante das portas da casa, entraram sem
hesitar.
Encontraram
o idoso caído na sala onde conversaram. Harry checou rapidamente o seu pulso
apenas para descobrir que ele estava morto. Ouviram barulho vindo da
biblioteca, entraram imediatamente. Um homem revirava os livros a procura de um
que não estava mais ali.
Assim
que o viu, a cabeça de Ted doeu. Por alguma razão ele via duas pessoas no mesmo
lugar. A mais nítida era menor, talvez menor do que ele, e não passava de um
adolescente que acabara de sair da escola. Ele tinha o cabelo bem loiro, da cor
do sol, e seus olhos eram azuis-esverdeados, como o mar.
O
segundo homem, como um fantasma, envolvia o primeiro. Parecia a Ted como se o
segundo fosse uma aura protetora do primeiro. Ele era alto, forte, e de cabelo
castanho. Ele usava uma máscara exatamente como as das pessoas que atacaram o
Ministério alguns meses antes. O efeito entre o segundo e o primeiro homem era
parecido com que ele tinha visto na ocasião.
Uma
rajada de luz verde trouxe Ted de seus pensamentos. Por pouco, não fora
atingido pelo feitiço de morte. Os dois se esconderam atrás de pilastras. Raios
de luz iam de um lado para o outro. O inimigo, aparentemente, tinha duas
varinhas, pois atacava e bloqueava os feitiços dos Aurores com facilidade.
Harry
sacou outra varinha de seus dispositivos nos pulsos e atacou o mascarado, que
passou a focar-se apenas nele. Ted foi silenciosamente pela esquerda, se
mantendo atrás das estantes. Ele ficou ao lado dele, pegou-o de surpresa quando
Ted surgiu, gritando:
-
Petrificus Totalus!
A
batalha terminou no mesmo segundo. Ted retirou a máscara do inimigo, apenas
para ver o rosto fantasma dele. O rosto do adolescente de olhos azuis era muito
mais abaixo. Harry tirou-lhe as varinhas das mãos. Ted continuou a fitá-lo, e
Harry estava telefonando para o Ministério.
-
Padrinho, você consegue ver o rapaz loiro?
-
O que? Do que está falando? - Harry estranhou, encarando o homem. - Não vejo
nada.
-
Este cara grande, do qual tiramos a máscara, não é sua verdadeira forma, mas
sim o rapaz loiro que aparentemente apenas eu vejo.
Outros
Aurores chegaram, embrandeceram-no se o levaram para o Ministério, para
interrogatório. Os dois foram juntos.
No
hall eles se separaram. Harry seguiu para sala do interrogatório, e Ted foi
para o banheiro mais próximo. Ocorreu a ele uma teoria de repente, como num insight. Ele era um Metamorfomago, ou
seja, ele poderia tornar-se qualquer pessoa ou animal a seu bel prazer. Tentou
lembrar-se de alguma vez que tenha olhado no espelho quando ele se
transformava, mas isso nunca tinha acontecido.
Enquanto
observava seu próprio reflexo, ele transformou-se em seu padrinho, que era um
tanto mais alto que ele. No espelho, porém, ele estava exatamente como o rapaz
na casa de Barry. Podia ver a si mesmo e seu “fantasma” em forma de Harry, que
estava em volta dele mesmo.
Havia,
então, outro teste que precisava fazer. Ainda em forma de Harry Potter, ele
assumiu a forma de Shacklebolt. Estava exausto, mas conseguiria chegar até o
padrinho. Entrou na sala que antecedia a do interrogatório no momento exato que
Harry entrava na sala de interrogatório. Ted o impediu chamando pelo seu nome.
-
Harry! - Contudo, foi a voz de Shacklebolt que saiu de sua boca.
-
Ministro. O que está fazendo aqui? Eu acabei de conversar com o senhor...
-
Não, padrinho, sou eu, Ted.
-
Por que você está na forma do Ministro?
-
Tenho algo para te mostrar.
Então
ele fez a magia acontecer. Diante dos olhos do padrinho, ele foi de Shacklebolt
para Harry, e de Harry para Ted Lupin. O Auror finalmente havia entendido tudo.
A pessoa que havia raptado sua família e amigos não era Voldemort, este estava
morto e enterrado há dezenove anos. O Auror tinha uma ideia de quem a pessoa
poderia ser, mas dependia de Draco confirmar.
-
Um Metamorfomago! - Ele disse. - Por que não pensei nisso antes?
-
Sim. E eu acho que a garota, Violet Hambrick é uma dos Metamorfomagos. Tem
outra coisa, eu consigo ver a verdadeira identidade deles. E aquele ali é um
adolescente de no máximo dezoito anos.
-
Incrível. Mas como? E também vamos precisar de alguém para forçá-los a mostrar
seus verdadeiros rostos. - Ele parou para pensar, e sabia o que fazer. -
Procure por Dean “Dino” Thomas. Ele tem uma loja de poções na esquina da Baker
Street com a York Street. Peça que ele faça uma Poção de Idanimo e uma poção Veritaserum.
-
O que é Idanimo? - Ted perguntou antes de ir.
-
É uma poção que revela a identidade de uma pessoa sob o efeito de poção
Polissuco. Não se esqueça de citar que o alvo é um Metamorfomago, pois o
preparo será diferente. Você não leu seu livro de poções? Semana que vem terá
um teste sobre isso.
-
Talvez... Bem, estou indo. - E saiu correndo, antes que o padrinho dissesse
qualquer outra coisa.
Obviamente,
Ted havia se esquecido da prova de poções avançadas que teria na semana que
vem. O Ministério aprovara a supervisão de Harry sobre Ted para tornar-se
Auror, mas o rapaz ainda teria que fazer os testes da Acadêmia de Aurores, caso
contrário não teria como ganhar seu distintivo dali a três anos. Ted pegou o
mesmo carro que ele e Harry usaram para visitar Barry Youngblood e seguiu pra
Baker Street.
_____________________________
Mais
uma vez Harry foi impedido de entrar na sala para interrogar o homem que eles
tinham capturado. Entretanto, era com boas notícias. Draco havia mandado um
arquivo que continha todas as informações de Violet Hambrick.
Ela
era Austríaca, bruxa e tinha dois irmãos, Elisha e Omincron Hambrick. Ela era
mais velha dos dois, e Elisha era mais velho que Omincron. Eles haviam estudado
na Schule für Hexerei und Zauberei von
Nibelungenlied, ou em inglês, Escola de Magia e Bruxaria de Nibelungos, na
Alemanha. Violet se formara cerca de cinco anos atrás, Elisha, três anos e
Omincron no ano anterior. Depois que o irmão mais novo se formou, eles sumiram;
desapareceram totalmente do radar. De acordo com o histórico dos três, eles
apresentaram habilidades de Metamorfomagia, sendo capazes de se transformar em
animais ou outros alunos sem o auxílio de poções.
Ted
estava certo. Então, levando em consideração a descrição que o afilhado fizera
da verdadeira forma do prisioneiro, aquele só poderia ser Omincron Hambrick, o
irmão mais novo.
-
Boa tarde, senhor Potter. - O prisioneiro foi sarcástico. - É uma honra
conhecer o herói que derrotou o Bruxo das Trevas de uma vez por todas. - Ele
tinha sotaque alemão.
-
Boa tarde, Omincron Hambrick. - Ele demonstrou reação, ficou surpreso por ter
sido descoberto tão facilmente; Harry concluiu então que ele estava correto. -
É a primeira vez que conheço um aluno da Nibelungos.
-
Nibelungenlied. - Ele retrucou. - Não
use seu inglês de bosta para mudar o nome da minha escola.
Apenas
por essa frase, Harry conseguiu deduzir algumas características dele: patriota,
defenderia sua terra a todo custo, mas isso poderia se aplicar a qualquer outra
coisa com o qual fosse obcecado. É bem provável que odeie a Inglaterra ou
qualquer coisa relacionada aos ingleses; mas parecia que ele havia herdado esse
ódio dos ancestrais, do avô ou bisavô, que deve ter sido veterano de Guerra.
Ele também era possessivo, pois se referira à escola como sua.
-
Vou ser direto com você: o que estava fazendo na casa de Barry Youngblood?
-
Me recuso a responder essa pergunta. Você sabe muito bem o que eu estava fazendo
lá, Potter.
-
Procurando por isso, não? - Harry jogou o diário de Deon Youngblood diante
dele, mas Omincron estava de mãos atadas; não conseguiria se quer tocar no
caderno. - Eu li de capa a capa, mas nada consta sobre o mapa. - Outra vez ele
demonstrou surpresa; Harry estava no caminho certo. - Você não é muito bom
escondendo suas emoções. - O prisioneiro permaneceu calado. - O que é a Triskelium? - Mais uma vez, silêncio; a
raiva do Auror aumentou, aquele homem sabia onde estava sua esposa. Precisava
retirar informações dele a qualquer custo. - Onde está Gina?
-
Finalmente chegamos à parte importante! - Sarcasmo de novo. - A localização sua
amada esposa.
Sacou
a varinha, apontou para ele em tom ameaçador.
-
Onde está Gina? - Perguntou novamente, sem paciência.
-
O que vai fazer? Me matar na frente de todo mundo? Vamos! Eu te desafio!
Mate-me.
-
Harry! - Shacklebolt surgiu na porta, sua voz autoritária.
O
Auror estava saindo, mas Omincron disse:
-
A Triskelium, Potter, é o seu maior
pesadelo. Você acha que Voldemort foi um problema? Ele não é nada comparado a
nós.
Harry
bateu a porta atrás de si.
-
O que aconteceu? Você estava indo bem. - Shacklebolt perguntou.
-
Eu não sei. Ele ficou em silêncio. Isso me irritou. Desculpe-me.
-
Vamos esperar Ted voltar com as poções. Assim, poderemos ter um retrato dele.
_____________________________
A
loja de Dean “Dino” Thomas era uma farmácia cujo logotipo era um dinossauro de
jaleco branco que segurava duas provetas, uma em cada mão. Ted não conseguiu
conter a risada. Atrás do balão principal, logo ao lado do caixa, um londrino
negro, de boa aparência e cabelo bem cortado atendia uma mulher, que parecia
dar em cima dele. Ted o reconheceu de imediato, pois Dean visitara várias vezes
o padrinho durante a infância de Ted.
Assim
que terminou de atender a mulher, que deixou seu telefone anotado em um papel
sobre o balcão, a atenção de Dean voltou-se ao rapaz.
-
Edward Lupin! Mas que prazer em revê-lo! - Ele deu a volta e abraçou Ted
calorosamente.
-
Posso dizer o mesmo, Sr. Thomas.
-
Você não tem mais onze anos, Ted, pode me chamar de Dean.
Ted
apenas sorriu em resposta: - Meu padrinho me mandou aqui. Ele me pediu para
buscar duas poções. Uma de Idanimo e uma de Veritaserum. Mas há outro detalhe,
estamos lidando com um Metamorfomago, então a de Idanimo tem que ser diferente.
-
Se fosse uma poção de Idanimo convencional, eu a tenho aqui. - Ele procurou
entre os remédios da prateleira um frasco com um liquido azul-claro e colocou-o
diante de Ted. - Mas para Metamorfomago terei que fazer. Tenho todos os
ingredientes aqui, mas é preciso três dias de fermentação.
-
Talvez não tenhamos todo esse tempo. O prisioneiro está sob custódia, não
podemos perder um minuto se quer.
-
Pois bem. Tenho a poção de Veritaserum aqui. - Ele guardou a poção azul clara e
pegou outra incolor, insípida e inodora. - Como disse o velho mestre de poções
de Hogwarts: Três gotas e até o Lorde das
Trevas revelaria seus mais profundos segredos.
-
Quanto custa?
-
Para Harry? Nada. O cara salvou o mundo, e não cobrou nada por isso. Pode
levar. - Dean embrulhou-a em um pacote de papel branco, no qual havia o mesmo
logotipo. - Vou providenciar a poção. Venha buscar em três dias.
Ted
pediu também uma seringa, pois não achava que o prisioneiro iria tomar a poção
de bom grado. Depois, agradeceu e saiu. Voltou ao Ministério.
_____________________________
Harry
pegou a poção e a seringa. Entendeu o motivo da seringa. Preparou-a e entrou.
Usando novamente o feitiço Petrificus
Totalus para paralisá-lo e injetar a poção. Quando eles fizeram-no voltar
ao normal o interrogatório tornou-se muito mais fácil.
-
Onde está Gina? - Harry perguntou antes de tudo.
-
Eu não sei. Violet não me disse. - Apesar de estar decepcionado, Harry não
tinha outra escolha, pois ele estava falando a verdade.
-
O que você quer com o diário de Deon Youngblood?
-
Respostas. Por alguma razão as últimas varinhas que colocamos na porta não
estão dando certo. - Harry lembrou-se que Rony/Voldemort pegou suas varinhas,
mas não sabia que havia um objetivo além de desarmá-lo.
Antes
que Harry pudesse perguntar mais, ele disse:
-
Desculpe, Violet. Desculpe, Elisha.
Ele
bateu com força na mesa, quebrando alguma coisa que estava presa na mandíbula.
Ele convulsionou, espuma branca saiu de sua boca. Ele tremia horrores quando a
equipe médica apareceu e, usando suas varinhas, estabilizaram o rapaz. Seu
disfarce, felizmente, se desfez e ele estava na sua forma verdadeira. Um
adolescente loiro de olhos azuis, cabelo curto e rosto liso. Um típico
adolescente Alemão ou Austríaco.
Harry
gritou de frustação. Precisava socar algo.
Sozinho
em sua sala, Harry socou a cadeira que suas visitas costumavam sentar. Atirou
alguns livros no chão, incluindo o livro chamuscado do Príncipe Mestiço. Estava
irritado, frustrado. Omincron não morrera, mas estava em um coma profundo, do
qual, com sorte, levaria meses para acordar.
Depois
de se acalmar, permitiu que seu afilhado entrasse. O mistério aos poucos estava
se revelando, mas ainda assim não tinha pista de onde estava sua mulher. O
falso Voldemort no cemitério de Godric’s Hollow afirmara que se descobrisse
como Deon Youngblood ludibriara a Morte, teria sua esposa de volta.
Se
Deon conseguira fugir da Morte, por que estava enterrado? Quando morreu? Faz
muito tempo ou pouco tempo? Que porta era aquela que Omincron havia citado?
Tinha que descobrir de alguma forma. O outro nome na lápide era Belsant Von Ulf.
Ligou para Draco, antes que Ted começasse a falar, e pediu que pesquisasse o
nome.
-
Eu conheço esse nome. - Draco disse, pensativo. - Me dê algumas horas que já
ligo de volta. - Desligou.
-
Temos que ir agora falar com Gold para descobrirmos o paradeiro do mapa.
-
Espere um pouco, Harry. - Ted disse usando o nome, o que chamou a atenção do
padrinho, pois ele nunca o chamava assim. - Você está bem?
-
O que? Claro que estou.
-
Você estava socando sua cadeira. Sua esposa está desaparecida há quase dois
meses. E faz o mesmo tanto de tempo que não visita sua filha. Ela sente sua
falta.
-
Como sabe? - As lágrimas brotaram em seu rosto; tudo que ele havia dito era
verdade.
-
Eu fui visitá-la no final de semana passada. Ela me perguntou várias vezes de
você, e eu simplesmente não sabia o que dizer. Tire um tempo de folga. Vá
visitá-la.
-
Mas eu preciso salvar Gina, Rony e Hermione.
-
Você não vai chegar nem perto se continuar assim. Você está sem forças. Mal
aguenta sua raiva. Vá visitar Lilian, eu vou conversar com Gold.
-
Ted... Eu não acho uma boa ideia...
-
Não se preocupe, padrinho. Eu posso lidar com Gold.
-
Essa não é a questão. - Ele respirou fundo. - O motivo de eu não visitar Lilian
é por que estou com medo. Ela vai me perguntar onde está Gina, e eu não saberei
o que responder. Como vou encarar Molly e Arthur, que cuidam dela? Como vou
olhar para eles e dizer que fui incapaz de proteger a filha deles. Eu não tenho
coragem de encará-los!
-
Apenas encare seus medos! Você é a pessoa mais corajosa que eu conheço! - Ted
nunca tinha visto Harry tão inconsolável. - Você me ensinou muita coisa. Mas a
principal foi que eu deveria enfrentar meus medos e minha solidão. Se você está
se sentindo sozinho, imagina como não está Lilian, que foi abandonada pelos
dois pais.
-
Eu não abandonei minha filha!
-
Você devia dizer isso a ela. - Ted deixou a sala e seu padrinho cheio de
dúvidas, mas, no fim, ele procurou por Arthur e, com o sogro, foi para casa.
_____________________________
Ted
parou a porta da Falklands-Malditas. Ainda devia um favor a Gold, sabia que em
um momento cumpriria, mas, naquele momento, precisa fazer com que ele
cooperasse sem precisar de um acordo. Fora por isso que pediu a Shacklebolt que
assinasse um mandato que obrigava o vendedor a passar todas as informações que
interferiam com a investigação sobre o mapa. Ele entrou. Gold o esperava do
outro lado do balcão, com um sorriso sarcástico no rosto.
-
Boa noite, Sr. Lupin. - Ele cumprimentou.
-
Preciso de informações. - Ignorou as formalidades e foi direto ao assunto.
-
Receio que não posso te ajudar. Você já me deve. E não faço acordos com alguém
que ainda não me pagou.
-
Dessa vez, não vim fazer nenhum acordo. Você é obrigado a me ajudar. - Ele
jogou o mandado de Shacklebolt. - Preciso saber sobre um mapa que pertenceu a
Barry Youngblood. Ele o vendeu a você.
-
Eu não o tenho. Foi roubado anos atrás.
_____________________________
Harry
abriu a porta. Assim que sua filha o viu, correu e o abraçou. Ele nunca se
sentiu tão culpado, triste, mas feliz e aliviado ao mesmo tempo. Ela começou a
chorar, e ele também, apesar do choro de Lilian ser de alívio por saber que o
pai não a tinha abandonado.
-
Oi, meu amor. - Ele se abaixou para olhá-la nos olhos.
-
Oi, papai. Por que o senhor não vem me buscar nunca?
-
Me desculpe. O papai está muito ocupado procurando a mamãe.
-
Não encontrou ela ainda? - Perguntou com inocência.
-
Ainda não. Mas estou trabalhando bastante para trazê-la de volta.
-
Tudo bem, papai. Você é meu herói. Vai salvar a mamãe.
Harry
Potter não aguentou e, abraçando a filha mais uma vez, chorou.
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