Quatro
das cinco crianças reunidas na Sala Precisa encaravam a quinta, Rose Granger
Weasley, como se ela fosse um alienígena. Ele acabara de destruir totalmente o
que eles acreditavam em relação a uma das Maldições Imperdoáveis.
-
Deixa eu ver se eu entendi: a Maldição Cruciatus, que feriu milhões de pessoas
no mundo, incluindo os pais do Professor Longbottom, não foi feita para ferir
as pessoas? - Yanka perguntou, ainda sem acreditar no que Rose acabara de
dizer.
-
Exatamente. Ela foi criada para retirar a dor do bruxo que a conjura. Mas seu
propósito foi alterado.
-
Por minha família. - Scorpius falou inconformado.
-
Mas não por você. - Rick afirmou. - Você não deve carregar o peso de sua
família nas costas. Acredite, falo por experiência.
Eles
se olharam. Scorpius sorriu para o amigo, que retribuiu. Apesar da primeira
impressão que tivera no Expresso Hogwarts, Rick provou-se muito mais legal com
o passar do tempo. Alvo gostava dele ainda mais quando emprestava seu iPod para ouvir músicas.
-
Alvo, você se lembra daquele símbolo que você viu no sonho?
-
Eu vi muitos símbolos... De qual está falando?
Rick
pegou um caderno que estava no meio de seus livros. Ele tinha as páginas com
linhas para escrita, mas em praticamente todas havia um desenho. Havia
super-heróis americanos, como Superman,
Spider-man, Capitão América, Hulk, entre milhares de outros. O mais
impressionante que Alvo conseguiu ver, porém, foi um em que havia o Lobo lutando contra Deadpool, num crossover incrível entre a Marvel e a DC que Alvo
lera durante o verão. Rick parou em uma página, em que apenas um símbolo que
tinha página inteira para si:
ճարտարօձ
-
Esse símbolo. - Alvo afirmou. - Lembro sim. O que tem?
-
Eu descobri o significado. É um escrito em uma língua antiga, praticamente
desconhecido: o Armênico. As palavras significam “serpente astuta”, ou seja...
-
Slytherin. - Rose concluiu. - Será que essa porta guarda algum tesouro secreto
de Salazar Slytherin?
-
Talvez algo pior. Algo muito, muito mais poderoso do que um simples tesouro.
Rose, o livro que você descobriu por um acaso foi escrito por Kristoff
Slytherin? - Rick perguntou.
-
Exato... Mas como sabe?
-
Um palpite. Minha família era próxima da família de Slytherin, então temos muitos
segredos compartilhados. Posso ver o livro?
-
Sim, ele apenas não está aqui.
-
Nos reuniremos aqui então após as aulas? - Scorpius queria saber.
-
Sim. - Rick e Rose disseram em uníssono.
-
Nós temos treino após a última aula para o jogo contra a Hufflepuff. - Alvo
informou. - Só estaremos livres após as oito.
-
Pois bem. 8:30 da estaremos aqui. - Rose disse. - Dispensados.
-
Ainda não entendi quem foi que te nomeou líder, Rose. - Alvo reclamou, apesar
de ter um leve tom de brincadeira.
-
Ninguém, mas acho que sou a escolha óbvia, não? Sou a mais inteligente de nós.
-
Há controvérsias. - Alvo retrucou. - Mas quem sou eu para dizer algo?
-
Que seja! - Ela ficou irritada. - Vamos embora!
Ela
agarrou suas coisas e saiu batendo o pé. Alvo e Yanka riam, enquanto Rick e
Scorpius saiam lado a lado, conversando sobre qualquer coisa. Alvo foi o último
a sair e, assim que o fez, a porta da Sala Precisa desapareceu. Nenhum deles
notou que Nina Evans Dobrev Lewis Jackson Webb observava-os quase por acidente.
-
Alvo! - Nina chamou por ele, que olhou para trás.
-
Nina... Oi... - Estava meio tímido.
-
Oi. Tudo bem? Faz tempo que não conversamos.
-
Sim. Desde o jogo.
-
Pois é. Que vergonha do meu irmão. - Eles passaram a andar.
-
Vergonha pelo que?
-
Ele tentou te derrubar! Propositalmente. O tempo todo ele estava lançando o
balaço contra você, até tentou te encurralar.
-
Tudo bem. Foi apenas um jogo.
-
Não, Alvo. Para ele é outra coisa. Ele sabe que eu gosto de você, e por isso
sente ciúmes. Então, ele estava simplesmente tentando-te quebrar inteiro.
Ele
não ouvira mais nada depois dela ter dito que gostava dele.
-
Você gosta de mim?
-
Opa... Acho que eu falei demais. - Ela ficou tão vermelha quanto um tomate. -
Você irá à reunião do Clube do Slugue hoje à noite? - Ele tinha esquecido
totalmente daquela reunião.
-
Sim... É claro. Que horas será mesmo?
-
Às nove. Não atrase. - Ela abraçou-o rapidamente, deu um beijo leve em sua
bochecha ainda mais rápido e correu por um corredor; ele não notou que Yanka
observou a cena da saída de um dos banheiros mais próximos.
Desde
seu primeiro dia de aula, quando o professor convidou-o para fazer parte do
clube, Alvo foi em dez ou doze reuniões. Elas eram aleatórias, aconteciam duas
ou três vezes por semana, e tinha semanas que não se reuniam nem uma vez. Eram
reuniões interessantes. Eles tomavam chá, conversavam, mas o que Alvo mais
gostava era que abria possibilidades de fazer amizade com alunos das outras
casas. Ele conhecera um rapaz do sétimo ano da Hufflepuff que lhe deu várias
dicas de como voar em sua Firebolt, já que ele mesmo era dono de uma e voava
com ela há sete anos.
Conhecera
também um aluno da Ravenclaw que tinha um irmão que participou do último Torneio
Tribruxo que aconteceu no ano anterior. Ele não vencera, pois uma menina
chamada de Vivian Krum do Instituto Durmstrang o derrotara na última prova e,
como a diferença de pontos era pequena, eles acabaram vencendo.
Quando
Alvo perguntou a esse rapaz se o Torneio Tribruxo não havia sido cancelado
depois da morte de Cedrico Diggory, ele respondeu que a morte havia sido
associada a Voldemort, e não ao Torneio em si, que foi retomado e acontece a
cada três anos.
A
única parte chata do Clube do Slugue era que seu irmão fazia parte ele. Em
todas as reuniões, Tiago costumava chamar a atenção de todos com suas piadas e
comentários engraçados, então, era óbvio que tinha que brincar com seu irmão
mais novo. Alvo queria socar o irmão toda vez que fazia uma piada sobre seu
cabelo, ou sobre seus livros. Ele deixou os pensamentos de lado e entrou na
aula.
A
aula de duelos, a última do dia, era uma das favoritas de Alvo, pois
significava que haveria alguma ação em seu dia, ao invés de apenas teorias,
como acontecia com as outras. Sua parceira de duelo sempre era Yanka, com qual
nutria uma amizade profunda. Ele, às vezes, a machucava, pois tinha mais
experiência que ela, mas ela sempre levantava e atacava. Ela tinha uma força de
vontade fora do comum. Ele gostava disso nela.
Assim
que o professor deu o aval para começar, ela atacou rapidamente, mal dando
tempo a Alvo de se defender. Ela continuou atacando e atacando. Havia certa
raiva em seus feitiços e lágrimas pareciam nascer em seus olhos. Algo havia
acontecido, ele queria saber o que era.
-
Ei! Yanka! - Ele tentou chamar a atenção dela entre dois ataques da menina. -
Ei!
Ela
apenas parou quando o professor pediu que parasse. Alvo andou até ela, mas ela
se afastou. Não queria falar com ele. Ela foi até uma menina da Hufflepuff,
trocaram algumas palavras. O parceiro de duelo da menina veio até Alvo.
-
A menina pediu para trocar de parceiro com Noelle. - Ele apontou para a bruxa
com quem Yanka havia conversado. - Então hoje vamos duelar, Alvo.
-
Me desculpe, mas eu não sei seu nome. - O menino comentou.
-
É Duncan Bones. Muito prazer. - Ele sacou e apontou a varinha para Alvo, que
fez o mesmo.
Eles
duelaram. No fim da aula, Alvo foi conversar com a menina.
-
Ei, Yanka. O que aconteceu?
-
Nada. - Disse rápido demais. - Não aconteceu nada. - Pelo menos a raiva parecia
ter passado.
-
Você sabe que pode me contar tudo, não?
-
Sim, eu sei. Vamos, temos que jantar e ir para reunião com o time. Acho que
devíamos dar um nome para o nosso time. Estava pensando em algo como Legião dos
Heróis ou Sociedade dos Cinco. O que acha? - Alvo estranhou a súbita mudança de
assunto, mas entendeu. Algo de ruim havia acontecido com ela, mas não queria
compartilhar. Ele se sentiu um pouco magoado, mas deixou de lado.
-
Eu gosto mais de Legião dos Heróis. Apesar de não sermos heróis, né?
-
Nós seremos. Um dia. Espero. - Ela estava sorrindo.
Os
dois se arrumaram rapidamente para o treino das 7 horas, para não atrasar. O
time todo estava reunido, com exceção de um aluno que estava na detenção. Eles
treinaram jogadas dessa vez. Alvo queria de todas as maneiras aprender a ficar
em pé na vassoura, como se ela fosse um skate. Conseguia ficar em torno de
quinze segundos, antes de desequilibrar e cair. Alvo e Derrick estavam
treinando uma jogada secreta, a qual batizaram de Salto de Fé (os dois eram fãs
dos jogos Assassin’s Creed).
Yanka
treinava principalmente a desviar das pilastras; ela ia cada vez mais longe,
mas sempre acabava batendo e caindo. O que ela estava aprendendo, porém, era
cair sem se machucar.
Quando
chegaram a Sala Precisa, apenas Rick estava lá. Ele avisou que Rose e Scorpius
estavam resolvendo algo com o professor Horácio Slughorn sobre uma das poções
dela que havia dado errado por causa da receita do livro, e não por erro dela
mesma.
Eles
entraram mais ou menos dez minutos depois. Rose trazia o livro debaixo do
braço. Ela colocou-o sobre a mesa e empurrou-o para Rick, que mantinha uma cara
de mistério. Ele abriu na última capa. Contudo, Yanka o interrompeu.
-
Eu acho que nosso time precisa de um nome.
-
Eu concordo. - Scorpius disse. - Não somos uma Armada Dumbledore, mas acho que devemos
ter um nome.
-
Armada de que? - Rick perguntou.
-
Longa história que nossos pais nos contaram. - Rose adiantou-se. - Acho que
essa é uma questão segundaria, levando em conta que temos uma profecia inteira
para resolver.
-
Eu acho que ter um nome seria legal. - Scorpius falou, ignorando a segunda
colocação de Rose. - Tipo Liga da Justiça
ou Jovens Titãs.
-
Que tal Legião de Heróis? - Yanka sugeriu.
-
Não somos heróis. - Rick retrucou. - Que tal Ordem da Fênix?
-
Esse não é o nome da Ordem que nossos pais participavam? O pai de alguns dos
nossos pais também? - Rose perguntou, apesar de saber a resposta.
-
Sim. - Rick confirmou. - Nós somos a nova geração da Ordem. Então, o que acham?
-
É perfeito. - Rose confirmou. - Mas vamos votar por que isso não é uma
ditatura.
-
Falou a garota que pegou a liderança sem pedir. - Alvo brincou.
-
Cala a boca e levantem as mãos. Quem é a favor de sermos chamados de a Nova
Ordem da Fênix? - Foi unanime. - Agora vamos ao que interessa. Rick, continue
de onde parou.
Ele
repetiu o gesto de abrir a última capa do livro, colocou uma das varinhas em
uma das quinas e puxou, retirando o papel que protegia a capa. Rose nunca se
sentiu tão mal por ver um livro sendo rasgado. Entre o papel e a capa havia
algumas folhas amareladas, imperceptíveis antes. Devia ter umas cinco ou seis
páginas.
-
Estão aqui. - Rick disse. - Meu pai disse que estaria, e estão.
-
O que é isso? - Rose perguntou.
-
Páginas do diário de Deon Youngblood, escondidas aqui por Kristoff Slytherin. -
Eram no total de oito páginas.
Rick
analisou quatro delas. Separou-as e as deitou sobre a mesa. Nelas havia
desenhado um quarto de círculo cada, além de várias palavras escritas. Alvo não
conseguiu lê-las. Rick juntou os quatro quartos até formar o círculo completo.
Em todas as direções do relógio havia traços na vertical, eram doze no total. As
palavras escritas apontavam para cada um desses traços; Alvo conseguiu ler a
que apontava para o traço mais alto, que estaria na posição das 12 horas em um
relógio analógico. A frase dizia: “Azevinho - Pena de Fênix”. A direita desta,
na posição da 1 hora estava apontada a frase: “Salgueiro - Pelo de Unicórnio”.
A esquerda da primeira, na posição das 11 horas estava apontada: “Videira -
Corda de Coração de Dragão”.
Em
seu sonho de semanas antes, o desconhecido encapuzado colocara a varinha de seu
pai na posição das 12 horas. A de seu tio Rony, colocou a direita da primeira,
e a de Hermione, na da esquerda.
-
Rick, o que está escrito na posição das seis horas?
-
“Teixo - Pena de Fênix”.
Esse
era o material da varinha de Voldemort, que havia sido colocada naquela posição
pelo encapuzado em seu sonho.
-
Então você já sabe o que é, não? - Rick mantinha um sorriso malicioso no rosto.
-
Esse desenho está na porta de ferro na qual o mascarado colocou as varinhas de
meus parentes. - Foi então que ele notou o desenho no meio do círculo:
ցավ
-
Mas esse símbolo no meio não tinha no meu sonho.
-
E realmente não teria. - Rose, que estava lendo as outras quatro páginas,
comentou. - O símbolo só aparece quando as doze varinhas são colocadas.
Impressionante.
-
O que é impressionante? - Perguntou Yanka.
-
Esse círculo ai é uma tranca. Quem criou foi Deon Youngblood a pedido de
Salazar Slytherin. Basicamente é um buraco de fechadura que precisa de chaves
muito especificas. Ele exige doze tipos de varinhas feitas com madeiras
diferentes, mas com miolos que variam em quatro: Pena de Fênix, Pelo de
Unicórnio, Corda de Coração de Dragão e Cabelo de Veela.
-
Por isso algumas das varinhas que o encapuzado colocou na porta nos meus sonhos
estavam sendo rejeitadas. Elas não eram feitas dos materiais necessários.
-
Exato.
-
Mas como que eles poderiam saber dessa porta? Apenas as quatro famílias sabem
da existência dela, e até mesmo os Slytherin não sabem como abri-la.
-
Acha que existe outra cópia desse desenho?
-
De acordo com meu pai, não existe. - Rick confirmou.
-
Talvez eles tenham apenas encontrado a porta e estão testando uma a uma. -
Scorpius, que até aquele momento estava em silêncio, disse. - Erro e tentativa.
É assim que os cientistas trouxas descobrem as coisas. Eles podem estar nesse
método.
-
Se for, eles devem estar fazendo isso há anos. As varinhas são bem especificas
para erro e tentativa. - Rick afirmou. - Mas é a única explicação.
-
E esse símbolo no meio? - Alvo perguntou. - O que significa?
Rick
sacou seu iPod e tirou uma foto do
símbolo, tomando cuidado para que não pegasse o resto do desenho. Ele acionou
um aplicativo no aparelho que isolaria a imagem, descobriria a palavra e daria
a tradução. O aplicativo tecnomágico fora desenvolvido por Cho Chang, que
queria facilitar a vida das pessoas a ler Runas Antigas.
-
É Armênico também. Significa “dor”. - Disse depois que o iPod terminou a análise.
-
O último ingrediente da tranca é “dor”, ou seja, a Maldição Cruciatus. O
objetivo original de Deon ao criá-la era selar essa porta a pedido de Salazar
Slytherin.
-
Mas o que tem do outro lado? - Yanka perguntou. - O que precisa ser tão bem
guardado assim?
-
Sua varinha. - Rick disse. - Seja lá quem forem as pessoas que estão tentando
abrir aquela porta de ferro estão querendo nada mais que a varinha de
Slytherin.
_____________________________
Nina
Jackson, como gostava de ser chamada, entrou na sala do professor Sturgis
Slughorn e a primeira pessoa quem procurou foi Alvo, mas não o viu. Ela gostava
de estar com ele; de conversar, apesar de Jefferson não gostar muito dele.
Felizmente, ela não considerava muito a opinião do irmão mais velho.
Depois
de quase uma hora, Alvo não apareceu. Ela estava decepcionada. Ele dissera que
ia, então algo deve ter acontecido. Um ataque de trasgo talvez? Ela conhecia
algumas histórias sobre isso.
Nina
tomou três xícaras de chá e comeu infinitos biscoitos de chocolate, baunilha e
outros sabores. Comia de tristeza, pois queria conversar com Alvo naquela
noite, afinal era a primeira vez que ia ao Clube do Slugue.
Enquanto
voltava para quarto, ela viu um fantasma. Era o fantasma de alguém que nunca
tinha visto antes. Era uma menina. Nina a seguiu até um corredor onde estavam
pendurados vários quadros. A menina parou e apontou os nomes das autoras em um
deles: Coraline Von Ulf e Minerva McGonagall.
-
O Conto dos Três Irmãos. - Ela leu. -
Interessante. - Ela saiu do corredor sorrindo. Tinha mostrar aquele quadro para
Alvo.
_____________________________
Querido
Teddy,
Sei
que estamos longe da Inglaterra há tempo demais. Meses se passaram desde a
última vez que vimos nossos filhos. Infelizmente, nossa missão aqui está apenas
começando. Não posso mandar os detalhes por carta, pois esta pode cair em mãos
erradas.
Porém,
você é a única pessoa que pode nos ajudar. Precisamos de você, ou então não sei
se meu marido irá sobreviver.
Em
minha residência, no sótão, onde mora nosso vampiro de estimação, há uma caixa
feita de madeira, cuja tampa está gravado “Kit de emergência extrema. Use
apenas em caso de vida ou morte.” Eu preciso dele para salvar a vida de meu
marido, mas não posso eu mesma voltar para Inglaterra, então preciso que alguém
traga para mim.
E
ESSE ALGUÉM NÃO PODE SER HARRY POTTER.
Além
dele e de nós dois, você é a única pessoa que sabe onde é nossa casa. O Feitiço
Fidelius que protege nossa casa impede que qualquer um entre lá, exceto você -
e meus sogros, mas eles estão muito velhos para concluir essa missão. As razões
que impedem Harry Potter de trazer-nos o que precisamos são puramente
diplomáticas. Se ele por um acaso descobrir onde estamos, e vier até nós, pode
significar uma guerra de proporções inimagináveis.
Acredito
que ele tem algumas semanas. Seu estado é grave, mas ele está estável e tenho
feitiços que estão ajudando-o. Mas sem aquela caixa, não poderei salvá-lo.
Quando
você chegar a Lhasa, procure por Hadwin Erhadt. Ele te levará até nós.
Por
favor, não demore.
Com
amor,
Hermione
Granger Weasley
P.S.: Queime está carta assim que terminar de
ler.
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