Após
a reunião dos Potter, que foi um tanto calorosa demais, Ted foi para casa de
sua avó. Agora que todos, incluindo Gina e os meninos, estavam de volta ao
Largo Grimmauld, Harry não mais precisaria da companhia dele.
Mais
a noite, por volta das oito horas, encontrou-se com Victoire na porta de sua
casa. Bill Weasley, seu pai, esperava junto com ela. Ele cumprimentou a Ted
como se fosse um filho. Fazia um ano que namoravam, então ele era mesmo como
um. Bill entrou, deixando os dois finalmente sozinhos. Eles se abraçaram e se
beijaram por alguns minutos antes de partirem para o restaurante. Ele estava
com o carro do falecido avô: um Jaguar XK120 Roadester 1954 branco.
O
Zucca é um restaurante italiano em
Londres, que possui uma boa qualidade e um ótimo preço. Ted particularmente
adorava comida italiana e aquele era um dos melhores restaurantes da cidade.
Levara Victoire ali uma vez antes, durante as férias de inverno do ano
anterior.
Eles
mataram a saudade. Ele contou todas as suas aventuras com Harry e sozinho no
Himalaia, deixando claro que a missão de Hermione e Rony por lá era secreta,
portanto, não poderia contar a ela. Ted também contou sobre seu acordo com
Gold, pedindo para que sua amada guardasse segredo. Ele confiava que ela não
contaria para ninguém.
Victoire
contou sobre Hogwarts, as aulas e os dramas adolescentes. A tensão que ela
sentia com os N.I.E.M's, Níveis Incrivelmente Exaustivos de Magia, que estavam
vindo. Ela também contou sobre sua indecisão de carreira. Não sabia que queria
ser Aurora, médica, ou, até mesmo advogada. Sua mãe dizia que ela deveria ser
médica, o pai, Aurora. Ted disse apenas que ela devia ser o que ela quisesse
ser, e que a apoiaria em qualquer decisão que tomasse; como é o certo de um
namorado fazer.
Eles
se despediram com um beijo quase às 11 horas da noite, contudo, a noite de Ted
estava apenas começando. Seu telefone tocou e Gold estava do outro lado da
linha.
-
Sr. Lupin. - O vendedor cumprimentou-o.
-
Gold.
-
Chegou a hora de cumprir com nosso acordo. Vou te mandar o endereço por
mensagem. Encontre-me lá em quinze minutos.
O
local indicado por Gold era um prédio que parecia abandonado. Todas as janelas
estavam quebradas ou pichadas. Havia pichações em todas as paredes de várias
gangues diferentes, uma sobreposta a outra. Era impossível dizer a cor original
do prédio. Ted optara por deixar o Jaguar de seu avô em casa e aparatar até
ali. O seu bruxo contratante, porém, veio de carro. Ted entrou e sentou no
banco do passageiro.
-
O que você quer? - Ted foi logo perguntando.
-
Há alguns anos um objeto meu foi roubado pelo líder da gangue que ocupa esse
prédio. Seu nome é Fenton Jerzewski.
-
E deixe-me adivinhar. O tal objeto é o mapa de Salazar Slytherin que você
comprou de Barry Youngblood.
-
Exato. Fenton o tem guardado aqui em um cofre no subsolo. É impossível que um
bruxo possa acessá-lo.
-
E o que você quer que eu faça? - Ted retrucou. - Eu sou um bruxo.
-
Mas você é um tipo diferente. Você é um Metamorfomago.
-
Sim, mas ainda assim, sou um bruxo. O que me garante que ele não irá me
detectar?
-
Essa poção. - Ele tirou um frasco com um líquido azul do outro bolso do terno.
- Ela irá anular sua magia durante trinta minutos; seu efeito começa depois de
um minuto. - Gold disse antes que Ted pudesse perguntar.
-
E como vou achar o mapa num prédio tão grande quanto esse?
-
Ele está no subsolo. Qualquer ser mágico que desce até lá é incinerado no mesmo
segundo.
-
E para trazer o mapa para você?
-
Depois de 29 minutos e 30 segundo eu vou te trazer de volta a esse carro. Vamos
continuar repetindo esse processo até que você consiga. Alguma dúvida?
-
Não.
Ele
agarrou a poção, tomou, abriu a porta, mas saiu do carro na forma de um rato, e
não como homem. Atravessou a rua rapidamente. Chegou a uma janelinha que dava
para o porão. A visão de um rato não é a das melhores, por isso não conseguiu
ver o que havia lá dentro. A janela abriu-se de repente, ele olhou para Gold,
que estava com varinha em mãos. Fora ele quem a abrira.
Ele
entrou, andou pelo parapeito. Precisou pular para uma pilastra na horizontal.
Andou pela madeira até o meio dele, onde ficava a intersecção de todas as
pilastras que sustentavam o lugar. Foi para a direita, indo por instinto, pois
não tinha ideia do caminho. Foi quando viu o cofre gigante guardado por dois
bruxos.
Pensou
em uma forma de descer, até que viu água escorrendo na parede. O cofre era de
ferro. Ele teve uma ideia. Desceu pela parede até ficar sobre o cofre, andou
por ele, mas não localizou nenhum pedaço enferrujado por onde poderia entrar.
Escalou, para baixo, a parede ao lado dele até o chão. Encontrou em uma das
quinas a abertura que procurava. Precisou roer um pouco o local para ampliar a
abertura. Sem dúvida o gosto de ferrugem foi o pior gosto já sentido por ele.
Além
de montanhas de dinheiro, ali havia muitos documentos e outros papéis
importantes, além de joias, ouro e objetos mágicos raríssimos, como um chifre
de unicórnio. Encontrar o mapa não demorou muito tempo, afinal era o único
papel velho e amarelado guardado no cofre. De fato, demorou menos tempo do que a
espera pelo resgate de Gold. Quando aconteceu, ele surgiu de volta no carro, já
em forma de homem.
Gold
pegou o papel como se tocasse em um diamante gigante. Seus olhos brilhavam parecidos
com os de uma criança ao abrir presentes de Natal. Entretanto, bastou alguns
segundos para que a escuridão voltasse a eles.
-
Este não é o mapa. - Gold bufou. - Esse não é meu mapa!
-
É o único mapa que estava no cofre. - Ted se defendeu.
-
ESTE NÃO É MEU MAPA! - Ele gritou, o que chamou a atenção dos guardas diante do
prédio; eles foram na direção dos dois com as varinhas em mãos.
-
Sr. Gold. - Ele olhou de forma animalesca para Ted, que apontou para fora.
Ele
apontou a varinha para fora e acrescentou: - Avada Kedavra! - Dois raios de luz verde atingiram aos homens, que
caíram sem vida imediatamente. - Vamos Lupin, eu tenho que ter uma conversinha
com o Sr. Jerzewski.
Gold
saiu do carro. Ted iria segui-lo, mas mudou de rosto, ficando parecido com o
homem da foto que o vendedor lhe mostrara mais cedo, apenas sem as tatuagens.
Invadiram pela porta da frente. Assim que entraram, uma rajada de feitiços veio
na direção deles, mas Gold era poderoso. Bloqueou a todos e fez questão de
matar um por um. Ted apenas paralisava-os.
A
pilha de corpos estava crescendo, até que um homem surgiu para impedi-los. Ele
estava charmoso com seu terno italiano cinza claro, que entrava em contraste com
sua pele morena. Ele tinha olhos miúdos e astutos de um empresário ou criminoso
bem sucedido. Não havia muita diferença entre os dois.
-
Pare com isso, Gold. Estou aqui! - O homem disse. - Não mate mais nenhum de
meus homens.
Ele
olhou para trás, onde estava seu braço direito e depois olhou para Ted.
Estranhou, mas ignorou o fato dos dois homens serem exatamente iguais, tirando
as tatuagens.
-
Você roubou de mim. - Gold disse, de volta a sua frieza original. - Onde está?
-
O mapa que acabou de sumir de meu cofre? - Fenton afirmou. - Eu não faço ideia.
-
Aquele é falso. E você sabe. Quero o verdadeiro.
-
Se é falso, Pallaton, eu não sei. Sei apenas que aquele é o mapa que eu roubei de você.
-
Senhor. - O homem que Ted imitava disse. - Acho que Gold tem razão. Nós
tínhamos o mapa verdadeiro, mas... - Ele hesitou. - Lembra-se daquela crise que
passamos ano passado?
-
Não me diga que...
-
Um homem ofereceu uma boa grana por ele. Mais de um milhão de libras. Não pude
recusar.
-
Se você tivesse me consultado, eu não teria recusado. - Fenton afirmou como se
aquilo fosse óbvio. - Como pode ver, Gold, eu não o tenho mais.
-
Para quem o vendeu? - Ele disse entre dentes para o braço direito de Jerzewski.
-
Eu não sei se deveria dizer-lhe o nome... - Gold lançou um Avada Kedavra que matou o
homem que estava próximo dele.
-
O próximo vai no seu peito, meu jovem. Para quem vendeu meu mapa?
-
Baltazar Slytherin.
Eles
se dirigiam de volta ao carro. Nenhum dos homens de Jerzewski ousou vir atrás
deles. Ted preferiu chamar o Nôltibus ao invés de ir com Gold. Uma vez dentro
do ônibus de três andares, ele contou a seu amigo Lalau o que vinha acontecendo
até aquele momento. Ao mesmo tempo, ele enviava uma mensagem de texto para seu
padrinho, Harry.
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Omincron
desceu as escadas do esconderijo mancando. Fazia um tempo que não falava com o
líder diretamente, por isso estava muito nervoso. Parou diante da porta de
ferro, respirou fundo, e entrou. A sala redonda tinha apenas uma mesa deste
mesmo formato ao meio. Havia várias cadeiras de encostos altos em volta dela.
Aquela era a sala de reunião da Triskelium;
Violet falara sobre ela, já que ela
era membro oficial da organização. Elisha e ele não faziam parte, apenas ajudavam
sua irmã. Apenas um homem estava presente na sala.
-
Omincron Hambrick. - Ele disse das sombras, não permitindo que seu rosto fosse
visto.
-
Senhor. - O rapaz não sabia ao menos o nome dele.
-
Seu relatório.
-
Tudo ocorreu conforme sua previsão. O plano foi um sucesso.
-
E o feitiço de imortalidade? - Perguntou como se perguntasse sobre um feitiço
estuporante.
-
Harry destruiu, como o senhor disse que o faria.
-
E Edward Lupin?
-
Ele não pode ver. A poção anti-mágica que o senhor fornecera a Gold funcionou
perfeitamente. - Os dois silenciaram por uns minutos antes de Omincron
perguntar: - Qual o próximo passo?
-
Continue trabalhando na porta, como estava fazendo seu irmão. Precisaremos da
varinha de Salazar.
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No
café da manhã do dia seguinte a família Potter estava decidindo para onde iriam
aquelas férias de inverno. Eles costumavam ir para um país tropical, como
México ou Brasil, mas naquele ano queriam algo diferente. Lilian queria ir para
Austrália ver os coalas; já Tiago queria ir para África do Sul, onde acontecia
a Copa Mundial de Quadribol. Alvo era o único que queria ir ao Brasil, porque o
autor do livro que tinha acabado de terminar estava lançando a sequência,
chamada A Cruzada Infernal. Gina
queria ficar em casa, e Harry, bem, Harry queria ver sua família feliz.
Desde
que adquirira seu primeiro celular há cerca de dez ou doze anos, Harry nunca o
havia usado à mesa, muito menos quando estivesse com toda sua família reunida.
Entretanto, seu celular estava tocando insistentemente. Alguém já havia ligado mais
de dez vezes para ele nos últimos dez minutos. Um pouco com raiva, pegou o
celular para ver as ligações perdidas de Ted e várias mensagens de texto também
dele, mas estas datavam da noite anterior.
Antes
de retornar a ligação para o afilhado, Harry leu as mensagens. Todas elas
diziam uma mesma coisa, como se Ted tivesse apenas copiado e reenviado várias
vezes.
“Baltazar
está com o mapa de Slytherin”
Foi
para um dos quartos que usava de escritório. Discou o número de Ted
imediatamente. O afilhado atendeu antes do primeiro toque.
-
Que diabos, padrinho! Estou tentando falar com o senhor desde ontem!
-
Me desculpe se eu estava com minha esposa desaparecida durante seis meses! -
Harry retrucou. - O que você quer dizer com aquelas mensagens?
-
Exatamente o que você leu. Ele estava com o mapa o tempo todo.
-
E como você descobriu isso?
-
Eu... - Ele hesitou; sabia que o padrinho iria dar-lhe uma bronca. - Fiz um
acordo com Gold.
-
Você fez O QUE? - Harry vociferou.
-
Foi quando você foi raptado! Ele tinha informações! Troquei o nome de Violet
por um favor. Ele me cobrou esse favor noite passada. Precisou de minha
habilidade de Metamorfomagia para invadir o esconderijo de Fenton Jerzewski...
-
VOCÊ INVADIU O COVIL DE UM CHEFÃO DA MÁFIA?! - Harry praticamente gritou. - VOCÊ
FICOU LOUCO?
-
Eu não tive outra escolha! O que importa é que descobrimos que o mapa foi
vendido a Baltazar. Ele o tinha o tempo todo.
-
Onde você está agora?
-
No Ministério com Shacklebolt. Já entramos em contato com Baltazar, que está
trazendo o mapa.
-
Estou a caminho. - E Harry desligou.
-
Para onde está indo, pai? - Alvo surgiu na porta. Há quanto tempo estava ali?
-
Vou para o Ministério. Descobrimos a localização do mapa... - Ele se
interrompeu; não poderia contar informações secretas para o filho.
-
Que leva à varinha de Salazar, não?
-
Sim. - Conhecia bem o filho, era parecido com Harry quanto tinha aquela idade.
- Você não irá comigo.
-
Por que não?
-
Porque é perigoso, Alvo. É uma situação de vida ou morte. Não é apenas sua vaga
em Hogwarts em perigo aqui, mas o mundo todo.
Alvo
pensou em retrucar, mas não disse nada. Talvez o pai não se lembrasse de que
ele tinha salvado a Pedra Filosofal aos onze anos, ou matado um Basilisco aos
doze. Alvo não tinha como interferir com a investigação, já que o pai era quem
mandava.
Harry
saiu dali a vinte minutos, após um banho rápido.
_____________________________
Alvo
entrou na cozinha, onde sua mãe e irmã estavam. Ele tinha que falar com Rose e,
para isso, pediu a mãe:
-
Posso chamar a Rose para vir dormir aqui?
-
Mas é claro. - A mãe respondeu com um sorriso. - Quando?
Antes
de responder, ele observava a mãe lavando a louça. Ele comparou-a aquela falsa
que havia entrado em Hogwarts. Elas não eram muito parecidas. Sua mãe, ali na
cozinha, tinha um brilho diferente no cabelo e nos olhos, como se ela fosse uma
estrela. Já a cópia não conseguiu imitar esse brilho. Ele sorriu por ter sua
mãe de volta.
-
Hoje. - Alvo respondeu. - Posso ligar para ela?
-
Sim. - Ela disse.
Alvo
correu para o corredor, onde eles tinham uma pequena mesa em um canto. Nela
havia um telefone sem fio. Pegou-o de discou o número da casa de Hermione, mas
lembrou-se que ela não estava lá, mas sim na casa dos avós deles. Discou
corretamente e esperou o que pareceu uma eternidade. Tinha muita pressa de
falar com Rose.
-
Alô. - Foi Hugo quem atendeu.
-
Oi, Hugo. Aqui é Alvo.
O
menino ouviu a voz de Molly, dizendo para a criança que entregasse o telefone.
Ouviu também o telefone sendo entregue.
-
Alô.
-
Oi, vovó.
-
Alvo, meu querido! Como você está?
-
Estou bem, e a senhora?
-
Muito melhor agora! Quer falar com Rose?
-
Sim. Como adivinhou?
-
Coisa de avó, sabe? - Ela gritou longe da linha: - ROSE!
A
menina demorou alguns minutos para atender, mas assim que o fez e descobriu
quem era, parecia ter ficado muito feliz.
-
Precisamos conversar. - Ele disse. - Quer vir dormir aqui?
-
Sim. Espere aí. - Então ela disse fora da linha: - Vovó, posso ir dormir na
casa de Alvo hoje? - Ela ficou em silêncio por um minuto, Alvo nada ouviu. -
Ela deixou! Disse que irá me deixar ai mais ou menos às oito da noite.
-
Ótimo! Te vejo mais tarde.
-
Até.
Eles
desligaram.
_____________________________
Harry
entrou na sala de Shacklebolt, onde os três, Ted, Baltazar e o Ministro
estavam. Eles pareciam esperar pelo Auror. Ele olhou para Baltazar com raiva.
Ele havia escondido que possuía o mapa até aquele momento. Um objeto muito
valioso estava escondido, e o Slytherin tinha a resposta há muito tempo.
-
VOCÊ TINHA O MAPA O TEMPO TODO! - Gritou. - POR QUE NÃO DISSE NADA ATÉ AGORA?
-
Harry! - Repreendeu o Ministro.
-
Eu não tinha ideia, senhor Potter, de que procuravam por esse mapa. Soube
apenas essa manhã, quando o Ministro me telefonou.
-
É verdade, Harry. - Shacklebolt defendeu-o. - Eu o mandei para uma missão
extremamente perigosa para tentarmos desvendar o Mistério daquele livro que
você e Ron... Digo, o falso Rony resgataram da Torre dos Livros Ilegíveis.
-
Você mandou Rony na missão com Hermione. - Harry parou para pensar. - Mas ele
já era falso quando veio a mim dizendo que ela havia sido raptada. Quando
entramos aqui, ele já era falso. Por que não fez nada?
-
Eu não mandei Ronald Weasley. Mandei apenas Hermione. Ele foi por conta
própria. - O Ministro se defendeu. - Fiquei sabendo que ele estava com ela
apenas quando era tarde demais.
-
Será que vocês podem parar com essa discussão? - Ted disse, se levantando de
repente. - Sei que nessa sala sou o que menos tem poder de voz, mas pelo menos
eu tenho a razão: temos que descobrir aonde esse mapa aponta.
Harry
pareceu se acalmar por um segundo. Tomou um copo de água que estava sobre um
dos armários do Ministro e depois se sentou.
-
Pois bem, vamos ver esse mapa. - Disse por fim. - Mostre-nos, Baltazar.
-
Não posso. - Ele disse, pela primeira vez sentindo-se inferior. - Eu ainda não
consegui descobrir como fazer esse mapa mostrar seus segredos. Tentei diversos
feitiços, em vão.
Harry
olhou para o homem, que parecia falar a verdade. Tornou os olhos ao mapa. Por
alguma razão, ao olhá-lo, pensou na Câmara Secreta. Em como ela revelaria seu
segredos apenas àquele que fosse descendente do próprio Salazar Slytherin, em
outras palavras, àquele que tivesse a Ofidioglossia.
-
Ofidioglossia. - Harry repetiu o pensamento. - É o único meio de abrir a Câmara
Secreta e deve ser o único modo de fazer o mapa revelar seus segredos.
-
Infelizmente, então, não poderei ajudar. Eu não possuo o dom de falar a língua
das cobras. - Todos pareceram muito surpresos, já que ele era descendente
direto de Salazar. - Filho, pode aparecer.
Um
garotinho surgiu do nada. Ele era loiro como Baltazar, porém seu cabelo estava
cortado curto nas laterais e medianos em cima. Um corte moderno. Harry o
reconheceu; vira o garoto em Azkaban quando fora lá e acabou resgatando Lucius.
Antes que qualquer um pudesse dizer algo, Harry notou algo estranho. Os olhos
dele por um segundo após aparecer, eram amarelos de pupilas verticais, como os
de uma cobra. No segundo seguinte, entretanto, ele voltou a ter os olhos azuis
do pai.
- Quero que conheçam meu filho, Syn Slytherin. É
ele quem irá ler o mapa para nós.
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