Jenny chegou ao pé da Diana
- Onde vamos treinar?
- Ali. - Disse apontando para um espaço aberto sem nada ao pé para incomodar.
Elas chegaram ao sítio onde Diana apontara Havia muitos semideuses a treinar, rapazes e raparigas. Ela continuou a seguir a conselheira, chegaram a um espaço com mesas e livros em cima.
- É aqui que treinamos os feitiços.
- O que ela está a fazer ali sozinha? - Perguntou apontando para a Steveni.
- Ela não tem muito jeito para os feitiços. E nunca ninguém treina com ela.
- Por isso? Mas tu não lhe ensinas-te?
- A única coisa que ela aprendeu foi levitar objetos de pequeno porte, como livros, canetas, adagas.
- Ela não pode treinar conosco?
- Não, nós temos de nos apressar. Partes depois de amanhã cedo e tem de aprender, pelo menos os feitiços básicos.
- Está bem. - Disse triste. - Por onde começamos?
- Tens aqui alguns livros de feitiços, vamos começar com este.
Ela agarrou num livro roxo com dourado em volta.
- Vamos começar com um simples... Este é perfeito. Vou mostrar-te como se faz.
Ela pegou numa espécie de pau que estava no chão e disse:
- Asgrum Petrum invisum.
E o pau ficou invisível.
- Fantástico!
- É a tua vez.
Ela pegou o livro e disse:
- Asgrum Petrum invisum.
Mas nada aconteceu, ela ficou desiludida.
- Não te preocupes, ades de conseguir. Tens de estar concentrada, experimenta outra vez.
- Asgrum Petrum invisum.
E desta vez o pau ficou invisível.
- Consegui! Consegui! - Gritou feliz.
- Muito bem. Agora vamos ao de levitar. - Diana pegou no livro, voltou a por o pau, agora visível, e leu:
- Levitiun obiun.
O pau começou a levitar no ar, ia por onde ela queria.
- Uau!
- Experimenta. - Disse posando o pau na mesa.
- Levitiun obiun.
Mas o pau não se mexeu, mas Diana estava chocada parecia que tinha visto um fantasma.
- Não consegui. - Disse triste. - A... Diana tu estas bem? Parece que viste um fantasma.
Diana limitou-se a apontar para o lado direito e em vez de levantar o pau tinha levantado todos os semideuses que estavam a treinar.
- Ops, acho que fiz besteira.
- Não, não fizeste. Precisa-se de pelo menos cinco meses de treino para conseguir levantar tantas pessoas ao mesmo tempo, tu demoras-te cinco minutos.
- Bem, isso é bom.
De repente ela caiu para o lado, Diana segurou-a e todos os semideuses que tinha levitado tinham caído no chão.
- Chamem um dos filhos de Apollo! Rápido!
Jenny tinha desmaiado enquanto treinava magia.
Um dos filhos de Apollo chegou, era o Cristiano.
- O que se passa? – Perguntou.
- Ela desmaiou, ela levitou toda a gente que estava aqui.
- Isso se gasta muita energia. Ela tem de repousar.
Levaram-na para a enfermaria.
Ela acordou meio desorientada e tonta. Cristiano fez com que comesse ambrósia, a comida dos deuses que em excesso pode queimar os semideuses. Aquilo assemelhava-se ao fantástico bolo de chocolate da Matilde, só de pensar que ela se transformara naquele monstro lhe dava arrepios. Jessy e Fred estavam ao pé dela. Enquanto ela treinava magia, eles estavam a ter lições de esgrima com Quirón, Jessy tinha muito jeito com a espada; ao contrário de Fred, ele preferia tocar uma flauta mágica que transformava as coisas em flores, ervas e árvores.
- Estas bem? - Falou Jessy.
- Sim, mas o que é que aconteceu?
- Então deixa-me explicar, estavas a aprender um feitiço de levitar quando decidis-te levantar toda a gente que estava a treinar, incluindo nós e o Quirón. - Disse Fred com se fosse muito natural ela levitar todas as pessoas a sua volta.
- Vejam quem acordou!
- Oi, Steveni.
- Estas melhor?
- Sim.
- Foi eu que chamei o Cristiano.
- Obrigada. Mas eu já estou melhor e já me posso levantar.
- Ela tem razão. - Apareceu Diana na entrada. - Podes levantar, e podemos voltar aos treinos, só que desta vez vê se levitas o pau em vez de todas as coisas vivas a tua volta.
- Mas tu não levitas-te.
- Com o tempo vem à imunidade aos feitiços, pequenos e grandes.
Jennifer levantou-se e foi ter com a Diana, e respondeu:
- Está bem, isto foi só um susto. Não volta a acontecer e vou me concentrar mais.
- Ótimo, daqui a pouco vamos almoçar. Vamos treinar mais alguns feitiços, nada que exige muita concentração e energia.
Elas as duas saíram, Fred e Steveni saíram a seguir e ficou só o Cristiano e a Jessy:
- O que se passa? - Perguntou curioso o Cristiano.
Os seus olhos brilhavam como água a levar com luz do sol.
- Uhm? Nada, não se passa. - Disse. - Só o facto de gostares da Jenny.
- Não, não gosto dela. - Disse corando. - Quer dizer... Não gosto dela dessa maneira.
- Jessy! Vem treinar! - Gritou Fred lá fora.
- Já vou! - Respondeu-lhe e dirigiu-se para o Cristiano. - Não te preocupes, eu não lhe digo.
O Cristiano ficou todo corado, as suas bochechas ficaram da cor de um tomate.
Na parte da tarde, depois de almoço, Jennifer continuou a treinar os feitiços, Jessy e Fred a esgrima. O Cristiano ficou a observar a Jenny de longe. Quirón dera-lhes cinco minutos para relaxar e Jessy foi ter com ele.
- O que eu disse? - Disse sorrindo Jessy.
- Já te disse que não gosto dela dessa forma.
- Sim, por isso é que sempre que tu a vez os teus olhos brilham como se o mar tivesse a levar com o sol?
- Isso não é verdade!
- Como queiras. - Disse a rir-se. - Bem vou treinar, se precisares de mim diz.
A tarde foi simples, todos fazendo os seus afazeres. Menos Cristiano que continuava a olhar para ela e para os seus olhos roxos como joias. Já estava na hora de jantar e soou aquele toque esquisito outra vez. Todos pararam e foram comer. Depois de jantar era hora da fogueira. Quirón apareceu e todos se calaram.
- Os quatros eleitos para a missão partiram depois de amanhã cedo, já sabem onde começar?
- Temos de começar por procurar um anjo chamado Tiston, Friston... - Disse Fred.
- Triston. - Corrigiu Jenny.
- Como sabem isso?
- Eu tive um sonho com Hecate
Ela contou o sonho aos chalés em volta da fogueira, eram todos bons ouvintes ninguém a incomodou até acabar de contar o seu sonho estranho com Hecate.
- Interessante. - Observou Diana. - Nenhuma de nós teve contato com a nossa mãe há anos. E esse tal anjo, o Triston, a nossa mãe ajudou-o bastante durante a guerra contra os monstros que queriam controlar o seu castelo.
- Sabes onde o encontrar? - Perguntou Jessy.
- Sigam sempre para cima. - Disse apontando para o céu estrelado.
- Mas aí não vamos dar ao espaço? - Perguntou Jenny.
- Para chegar ao espaço, primeiro tens de passar pelo território dele.
- Como vamos subir tão alto? Não podemos voar.
- O chalé de Hefesto não nos pode ajudar? Construindo uma coisa que de para subir sempre para cima? - Sugeriu Jessy.
- Podemos. - Disse uma rapariga com cabelos castanhos amarrados em rabo-de-cavalo a construir uma coisa estranha. - Sou a Laura, a conselheira-chefe do chalé.
- Ótimo.
- Problema resolvido, agora para os chalés, árvores e lagos.
No dia seguinte, Jenny treinava os feitiços com a ajuda de Diana, Jessy treinava com Christina, a conselheira-chefe do chalé de Athena e Fred convivia com as ninfas e as náiades. O dia foi passado basicamente assim.
À noite no chalé de Hecate, Diana ajudava Jenny a fazer os preparativos para a viagem do dia seguinte.
- Eles já o construíram? - perguntou Jenny.
- O que? O elevador que só sobe? Sim, acabaram depois do jantar. Estão só a polir o seu novo brinquedo.
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