Aquilo assustou Jenny, pois nunca tinha visto aquilo na vida, ela deu um passo atrás. Quando a áurea verde desapareceu, a rapariga ruiva ficou exausta e por isso foi se deitar a um canto. Depois, Jenny deu-se por si rodeada por uma áurea roxa e com uma tocha na cabeça.
Os outros olharam para ela como se fosse uma aberração. Não entendia porque, mas sua mãe tinha a reclamado, isso é bom? Certo?, pensou.
- Bem, a tua mãe reclamou-te. És filha de Hecate, a deusa da magia. - Disse surpreendido Quirón, pois era dele que se tratava.
- O que se passa? Isto da áurea passa?
- Bem o que se passa é que Zeus proibiu Hecate de ter mais filhos por causa de... Bem, não importa. Vamos avaliar a profecia. - Ele queria mudar de assunto. - São três semideuses, certo? Coruja é o símbolo de Atena; tocha a de Hecate e Sol o de Apollo e depois um bode, deve ser um sátiro. Jenny, és filha de Hecate, escolhe os teus parceiros para a viagem.
- Jessy, escolhe tu, olhem um tatu! - Disse apontando para o pé da árvore.
- Está bem, diz-me, quem queres que vá?
Ela apontou para Jessy, Fred e o conselheiro-chefe do chalé de Apollo.
- Pronto, já está. Agora a outra parte da profecia: irão derrotar anti-hecate, com a sua ajuda\ e para o acampamento salvar\ um terá de se sacrificar.
- Bem, não queria ser eu a dizer isso, mas isto quer dizer que vão quatro e voltam três. - Disse Jessy com tristeza na sua voz.
- Ninguém vai morrer! Não se eu puder impedir, não vos vou desiludir. - Disse Jenny.
- Ótimo. - Respondeu Quirón. - Partirão daqui a dois dias, primeiro tem de aprender a lutar e a se defender, e Jenny tem de aprender a magia da sua mãe.
- Nós ajudamos. - Disse uma rapariga com cabelos pretos como a noite e olhos profundos. - Sou a Diana, a conselheira-chefe do chalé de Hecate. Eu vou te ensinar os feitiços e a controlar a Névoa.
- A Névoa? - Perguntou Jessy.
- Sim, a nossa mãe, Hecate, ela impede que os mortais vejam coisas mitológicas e coisas assim.
- Está a ficar tarde, todos para os seus chalés, árvores e lagos. - Disse Quirón.
Jessy foi com os outros filhos de Athena para o seu chalé, Fred foi com as naiades e ela seguiu Diana e os outros meios-irmãos. Eles entraram num chalé não muito maior que a sala da mansão do seu pai. E aí o seu coração parou, como estaria o seu pai? Ele estaria bem? Ela tinha que lhe ligar! Ela pegou seu celular do bolso e quando ia a marcar o número, Diana agarrou-lhe a mão, a sua mão era branca como neve e fria como gelo.
- Não é permitido os semideuses terem telefones, isso chama a atenção de monstros, isso é como um sinalizador de semideuses, os monstros encontram-te mais fácil e rapidamente.
- Então como é que se comunicam? Pela webcam?
- Não pela Íris, a deusa do arco-íris.
- Aquele chalé cheio de cores?
- Sim, basta fazeres um arco-íris e dar-lhe um dracma, depois dizes para quem e para onde quer enviar a mensagem.
- Ok, mas eu não tenho dracmas. Ei! Já não estou a rimar!
- Nos filhos de Hecate os feitiços não duram tanto como nos outros. Eu tenho alguns dracmas eu dou-te uns.
- Obrigada. - Sorriu Jenny. - Olha... A... O que queriam dizer que Hecate não podia ter mais filhos?
- É por causa de uma profecia, uma profecia que diz que um dos filhos da magia poderá destruir ou salvar o Olimpo.
- A sério?
- Sim, mas não te posso dizer mais, amanhã vamos treinar assim que comermos o pequeno-almoço é melhor dormires. Boa noite.
- Sim, Boa noite.
Quando entrou no chalé, descobriu ser muito maior por dentro do que por fora, tinha camas a pairar no ar, vários quadros espalhados pelas paredes e prateleiras com livros de feitiços. Uma cama aproximou-se dela.
- Esta é a tua cama, sempre que quiseres ela vem ter contigo, quando não precisas ela volta a pairar no ar. - Disse uma rapariga de ar simpático e cabelos castanhos. - Sou Steveni.
- Ola, eu sou a Jenny.
- Eu sei, a rapariga nova, e já paras-te de rimar. - Riu Steveni.
- É, pois, e onde é que tu dormes?
- Esta é a minha cama. - Disse quando apontou uma que estava neste preciso momento a descer, era uma cama azul noite com pontos brilhantes que passeavam pela colcha. - Tu podes mudar a cor da tua cama se quiseres, basta deitar-te nela e pensar como a queres, é muito fácil.
- Ok, obrigado e boa noite
- De nada e boa noite para ti também. - Steveni retirou-se e Jenny deitou-se.
Jennifer sonhou que estava numa gruta, com um trono e um gigante coberto de trevas sentado nele, a gruta era maliciosa tinha mini tochas espalhadas por todos os lados e esqueletos de humanos, semideuses, pensou Jenny, espalhados pelo chão. Ela ouviu a voz do gigante, profunda, vinda das trevas, Ele estava a falar com uma pessoa que se deu de conta que era o médico que tinha atendido o pai! Ela ficou horrorizada; o tinha salvado do Manticore, mas não de um mal maior: o gigante.
- Tens o mortal? - Perguntou com a sua voz das trevas.
- Sim, mestre. - Respondeu o médico. - Está fraco, mas vivo.
- Ótimo, mantém o vivo até a miúda irritante chegar!
- Sim, mestre.
O sonho mudou, ela estava numa casa escura, com vários quadros de uma mulher com cabelos e olhos pretos como carvão, pele branca e lábios cor de sangue. A mulher apareceu a descer umas escadas.
- Olá. - Disse. - Sabes quem eu sou? Antes demais, desculpa interromper o teu sonho.
A sua voz era suave, mas parecia que vinda das profundezas.
- Olá, não faz mal, também não estava a gostar do sonho. Você é a minha mãe? Quer dizer Hecate?
- Sim, tu és a minha filha.
Jenny tinha tantas perguntas para lhe fazer, mas não sabia por onde começar.
- Deves ter muitas perguntas, não?
- Sim, mas não sei por onde começar.
- Pelo início.
- Porque deixas-te o meu pai?
- Essa era de esperar, já deve saber que Zeus me proibiu de ter filhos.
Jenny disse que sim com a cabeça.
- Eu não queria que ele descobrisse que tu tinhas nascido, senão tu já não estavas aqui.
- É por causa da profecia?
- Sim. - Concordou a deusa.
- Não me podes dizer qual é?
- Não, não posso. Mas tu vais sabê-la um dia, quando estiveres pronta. Na tua viagem vais te encontrar com um Anjo, o Trison, diz-lhe que és minha filha e que vieste para ajudar, terás de o ajudar com o seu problema para ele te dar uma recompensa que te vai ajudar na tua missão.
A imagem estremeceu, ficou cheia de interferências como nas televisões antigas.
- Zeus descobriu que estou a falar contigo, coisa que não devia. Adeus filha, voltaremos a ver-nos.
Ela acordou, ainda estava na sua cama, que decidira colocá-la da mesma cor que a sua cama na mansão. Ela vestiu umas calças jeans, uma camiseta preta e umas botas pretas.
- Bom dia, feiticeiros. - Disse Diana. - Toca a vestir e a arrumar as vossas camas, rápido.
Jenny vira que eles utilizaram magia para arrumar as suas coisas, ela ainda não sabia utilizar por isso arrumou as suas coisas como uma rapariga normal. Todos tinham acabado de arrumar as suas coisas, incluindo ela.
- Muito bem, está tudo arrumado.
Soou aquele toque esquisito outra vez.
- Hora do pequeno-almoço! Vamos.
- Bom dia, Diana. - Disse Jenny
- Bom dia iniciante, depois do pequeno almoço vamos treinar. Agora, vamos comer.
- Está bem.
As suas comidas apareciam magicamente no prato, um comeu panquecas com uma chávena de café, outra comeu tostas com um copo de leite, ela pediu torradas com manteiga e suco de laranja, e foi o que apareceu no prato. Depois foi ter com Fred e Jessy:
- Oi, dormiram bem?
- Oi, mais ou menos muitos sonhos. E tu? - Disse Jessy.
- Também, tive um sonho esquisito ontem.
Depois lhe contou o que sonhara
- Bem, se fosse a ti preocupava-me os sonhos dos semideuses são previsões do futuro. - Disse o sátiro.
- Queres dizer que o meu pai está mesmo em perigo?!
Ele assentiu
- Vamos salvá-lo.
- Jenny! - Chamou a Diana. - Vamos treinar!
- Estou a ir! - Respondeu. - Bem, tenho que ir. Até logo!
-
Blogger Comment
-
Facebook Comment
Assinar:
Postar comentários
(
Atom
)
0 comentários :
Postar um comentário