Alvo
entrou no campo de Quadribol pela última vez naquele ano. Era a partida
decisiva do campeonato e da competição das casas. A diferença de pontos entre
Gryffindor, Slytherin, Hufflepuff e Ravenclaw era menos que cem. Ganhar o
campeonato de Quadribol garantiria pelo menos quinhentos pontos para o
vencedor.
Não
poderia haver partida melhor para concluir. Slytherin, de Alvo Severo Potter,
contra Gryffindor, de Tiago Sirius Potter.
Os
dois irmãos se encaravam. Um desejo de desempatar aquela disputa. Durante o
ano, os dois se enfrentaram no campo quatro vezes, tendo cada um vencendo duas.
Apesar de que nenhum dos dois havia conseguido capturar o Pomo de Ouro nelas,
ou seja, seus times venceram pela pontuação convencional. Os dois ainda não
tinham decidido quem era o melhor.
Madame
Hooch, a professora de voo do primeiro ano e juíza daquela partida, soltou as
bolas, incluindo o Pomo de Ouro. Entretanto, nem Alvo ou Tiago olharam para
onde ele ia.
Os
dois sorriam desafiadoramente.
-
Que vença o melhor Potter. - Alvo disse.
Apenas
depois que eles montaram nas vassouras, e ela apitou, dando início a partida,
foi que eles passaram a procurar.
Assim,
naquele dia de primavera, a última partida de Quadribol do ano começou.
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Harry
Potter entrou na cabana, onde Lucius e Luna passaram todo o ano. A mulher,
assim que o viu, correu, pegou em seu braço e o puxou para fora. Sem entender,
ele deixou-se ir. Sem dizer qualquer palavra, eles andaram floresta adentro.
Ela parou, olhou Harry nos olhos, como sempre fazia quando queria sua total
atenção, e anunciou com o sorriso mais feliz do mundo:
-
Eu vou me casar!
Harry
engasgou-se com ar, se é que isso era possível:
-
Você o que?
-
É surdo, é? - Zombou. - Eu vou me casar! Você é a primeira pessoa pra quem
conto, e deve ser o primeiro a conhecê-lo.
-
E ele está no meio da floresta?
-
Ele faz parte do Departamento de Estudo de Criaturas Mágicas. - Ela explicou. -
Viajou o mundo todo procurando criaturas mágicas novas, registrando-as, e, até,
domando-as.
-
E onde ele está?
-
Logo à frente, depois daquela árvore. - Ela apontou.
-
E por que ainda não me levou até lá?
-
Por que eu preciso te avisar que ele é um tanto excêntrico.
Ela
passou a puxá-lo mais uma vez, indo em direção à clareira onde seu noivo, seja
lá quem for, estava acampado.
-
Depois de conhecer você, não creio que alguém possa me surpreender por ser
excên...
Ele
parou de falar quando viu a tenda. Era imensa, maior até que sua cabana; ela se
parecia com o Taj Mahal. O pano que a fazia era branco e com detalhes em
dourado, talvez até com ouro de verdade. Por alguma razão, Harry teve certeza
que a pessoa por trás daquilo era a pessoa certa para Luna.
Um
homem caracterizado com roupas de explorador, incluindo o chapéu arredondado e
shorts, saiu pela entrada da tenda. Ele sorria, exibindo dentes tão brancos,
que refletiam a luz solar.
-
Eu não acredito que estou conhecendo o herói de todos nós: Harry Potter! - Ele
abraçou e apertou o Auror como se eles se conhecessem desde crianças.
-
E você, quem é? - Conseguiu perguntar quando recuperou o folego.
-
Meu nome é Rolf Scamander. Muito prazer.
Eles
conversaram naquele dia sobre muitas coisas, mas principalmente sobre o casal
que estava se formando. Rolf era muito parecido com Luna; ele era do tipo que
acreditava em tudo pela fé, não precisava de provas ou explicações cientificas.
Adorava animais mágicos; era dono de um espécime de dragão que mantinha em um
local específico do mundo, o qual ele preferiu não revelar, para segurança do
pobre Killian, que era cego como um morcego.
Ele
é neto de Newt Scamander, autor de Animais Fantásticos e Onde Habitam. Ele
disse ainda receber um bom dinheiro pelos direitos autorais, mas doa quase todo
para instituições. Seu objetivo na vida é concluir o trabalho de seu avô, ou
seja, catalogar todas as criaturas mágicas do mundo. Até o momento, seu
trabalho tem sido brilhante, pois já registrara mais de cem criaturas.
-
Agora que você o conhece, Harry, acha que ele é bom o bastante para mim? - Luna
perguntou, quando eles voltaram para cabana; Rolf permanecera em sua tenda.
-
Mas é claro. Ele é sua versão masculina. - Ele brincou.
-
Temos sua benção?
-
Minha? Mas quem sou eu para falar alguma coisa sobre quem você deve casar ou
não?
-
Você é meu melhor amigo. É o que chega mais perto de ser minha família. Sem sua
aprovação, não acho que daria certo eu me casar com ele.
Harry
ainda achava aquilo um pouco exagero, pois não se considerava tão importante
assim para aprovar o casamento de ninguém. Talvez apenas o de sua filha,
Lilian, mas isso dali a uns trinta anos. Contudo, se isso é importante para sua
amiga, ele diria o que ela queria.
-
Mas é claro que tem minha aprovação! Vocês dois darão certo.
-
Uma última coisa: você, então, quer seu meu padrinho de casamento?
-
Não precisa pedir duas vezes!
Ela
abriu um sorriso imenso. Pulou no pescoço de Harry e abraçou-o apertado. Ela
estava muito feliz. Harry não a via feliz assim desde a morte de seu pai.
O
Auror encontrou Lucius sentado no sofá, assistindo BBC. Ele havia engordado um bocado, o que provava as habilidades de
cozinha de Luna. Assim que ele percebeu a presença do anfitrião, se levantou
num pulo. Ela estava mais feliz, provavelmente a visita de sua filha e seu neto
iluminou seu mundo, antes muito sombrio.
-
Harry. - Cumprimentou-o. - Meu ano de prisão domiciliar acabou?
-
Sim, Lucius. - O Auror respondeu. - Está na hora ir.
-
De volta a Azkaban, então! - Ele estendeu os pulsos, para que fossem colocadas
algemas.
-
Não exatamente. - Lucius ficou confuso. - Eu conversei com o Ministro, e ele
concordou em mantê-lo sob a custódia de seu filho. Mas há uma condição: você
está estritamente proibido de usar magia. Nós implantaremos em você uma
joaninha, nós saberemos se tentar qualquer feitiço.
Lucius
começou a chorar. Harry nunca imaginou que um dia veria um Malfoy chorando,
ainda mais pela gentileza oferecida por um bruxo considerado “sangue-ruim”. Ele
abraçou o Auror, murmurando dezenas de agradecimentos. Esse povo está com vontade de abraçar hoje, Harry pensou.
Os
três seguiram no cooper voador até o Ministério. Luna despediu-se de Rolf, que
em breve iria visitá-la em Londres, quando começariam os preparativos para o
casamento. Uma vez lá, Cho Chang, em parceria de alguns bruxos médicos,
instalou a joaninha no corpo de
Lucius, mas não revelaram onde estaria para não correr o risco de o Malfoy
tirá-lo.
Draco
esperava pelo pai no hall. Eles se abraçaram longamente. Antes de partirem,
Harry aproximou-se deles.
-
Draco. Muito obrigado por toda sua ajuda esse ano. - O Auror agradeceu, apesar
de não gostar muito disso. - Se não fosse por você, não teria recuperado minha
esposa.
-
É o mínimo que eu posso fazer depois de todos meus erros. - O Malfoy demonstrou
uma humildade que Harry julgara impossível.
Eles
trocaram um aperto de mão. Os Malfoy foram embora. Harry voltou a sua sala,
telefonou para Ted Lupin. Havia uma última coisa que ele precisava resolver.
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A
captura do Pomo de Ouro por Alvo era a única coisa que impediria a derrota da
Slytherin. A partida estava 90 para Gryffindor e 20 para eles, que por alguma
razão não estava jogando como jogou os últimos jogos. Talvez pela pressão da
importância daquele jogo, ou por estarem sem seu capitão titular, Derrick
Fafnir, que estava contundido.
Entretanto,
Tiago era muito mais habilidoso voando do que Alvo. Ele sabia posicionar-se de
forma que o atrito com o ar não afetasse muito. Ele aproveitava o vácuo gerado
pelos outros jogadores, e seus olhos eram muito mais aguçados do que os de Alvo
e, portanto, via o Pomo mais rapidamente.
Tudo
que Alvo tinha era a Firebolt.
Eles
estavam lado a lado, voando vários metros acima do campo. Observando o jogo,
evitando os balaços e procurando o Pomo, que sumira mais uma vez.
-
Você melhorou, irmãozinho. - Tiago disse. - Mas ainda há muito para aprender.
De
repente, Tiago voou para baixo. Avistara-o. Num segundo, Alvo agarrou a ponta
da Firebolt com a mão esquerda, colocou os dois pés na vassoura, exatamente no
local em que estivera sentado. Foi atrás de seu irmão, voando praticamente na
vertical.
Havia
meses que vinha praticando uma jogada com os outros jogadores. Chamava-a de
Salto de Fé, tal nome vinha do jogo Assassin’s
Creed. Consistia basicamente em voar em alta velocidade na vassoura,
saltar, cair em queda livre, agarrar o Pomo e, então, algum dos outros
jogadores que estivesse abaixo dele o salvaria. De acordo com Derrick, não
havia nada nas regras que proibiam a jogada. A posição que ele estava naquele
momento era justamente para fazer aquela jogada.
Assim
que o Pomo ficou na posição exata que ele precisava, e pulou da vassoura, para
ter certo impulso. Ele passou caindo pelo irmão, que, pelo susto, perdeu sua
precisão de voo.
Alvo
esticou a mão.
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Harry
encontrou-se com Luna saindo da sala do Ministro. Ela logo lhe informou que
pedira transferência para o Departamento de Estudo de Criaturas Mágicas, e caso
não aceitasse, iria pedir demissão. Também deixou bem claro para Shacklebolt
que, após seu casamento, iria viajar pelo mundo com ele caçando criaturas
mágicas. O Ministro não engoliu aquilo direito, mas disse que ela tinha de
fazer o que achava melhor.
Ted
encontrou-se com se padrinho no hall do Ministério. Harry estava vestido de
forma casual, calças jeans e camiseta polo. Ele não costumava ir trabalhar
daquela forma, portanto, sabia que o que iriam fazer não tinha associação com
trabalho.
-
Ted, tem algo que eu quero te mostrar. Vamos.
Eles
saíram e pegaram o cooper. Harry disse que não queria ir voando, portanto,
precisaram pegar a autoestrada mais uma vez, mas dessa vez, indo para o leste.
Durante todo o percurso, o silêncio reinou, o que apenas aumentava o mistério
para Ted. Entraram na cidade de Southend-on-Sea, mas não pararam em lugar
nenhum, pois o padrinho queria ir direto para o mar.
Estavam
em um píer afastado, onde poucos galpões zelavam por navios velhos. Harry o
guiou até a entrada de um deles, que era relativamente nova, se comparado aos
outros.
-
Onde estamos? - Ted perguntou.
-
Em um dos meus lugares secretos. - Harry disse. - Tenho vários, como esse,
espalhados pela Inglaterra. Todos são protegidos pelo feitiço Fidelius. Apenas
minha esposa e eu sabemos a localização de todos.
-
E para que serve?
-
Para esconder objetos mágicos. Milhares deles que eu encontrei pelo mundo. A
maioria tem propósitos maléficos, e, como eu não posso destruí-los, escondi-os.
- Ted começou a entender o que o padrinho estava fazendo; eles entraram no
galpão.
Um
barulho muito alto introduziu as luzes artificiais que Harry tinha acabado de
acender puxando uma alavanca. O galpão era imenso, apesar de não estar
magicamente afetado para parecer maior. Havia milhares de caixas de madeira
organizadas em prateleiras de aço. Todas eram classificadas por letras e
números, um padrão que seguia as datas de aquisição de cada objeto. Harry
tivera uma paciência imensa para montar aquele esquema de organização.
No
fim do corredor, porém, havia um objeto que tinha apenas um pano branco
cobrindo. Era alto e largo, mas aparentava ser fino.
-
Aquilo é o que eu estou pensando que é? - Ted foi logo perguntando.
-
Sim, é o Espelho de Ojesed. - O Auror estava um tanto chateado. - Eu te trouxe
aqui para vê-lo, mas, Ted, não se engane. O Espelho não irá aumentar seu
conhecimento, ele apenas mostra seu maior desejo.
-
Eu sei, padrinho. - Entretanto, Ted sabia a verdadeira preocupação de Harry. -
Não irei perder minha sanidade.
-
E depois de sairmos, vou apagar da sua memória a localização desse lugar. Você
lembrará que esteve aqui e do que verá no Espelho, mas não permitirei que se
lembre de como chegar aqui. Assim, não apenas estarei protegendo você da
tentação de vir procurá-lo, mas como também protegerei os objetos daqui.
-
Tudo bem, eu entendo.
Harry
andou até o Espelhou e retirou o pano que o cobria. Por um momento, nada
aconteceu. Ted via apenas seu reflexo. Levou alguns minutos para que Remus
Lupin e Ninfadora Tonks surgissem. Eles sorriam, colocaram a mão no ombro do
reflexo dele; Ted pode jurar que sentiu essa mesma mão sobre seu ombro.
Durante
sua primeira visita a Borgin & Burkes ele vira seu pai dizendo palavras sem
som para ele, esse motivo o levou a estudar durante toda sua vida leitura
labial, para poder ler o que seu pai dizia no Espelho de Ojesed. A boca de
Lupin se mexeu, exatamente como fizera anos antes, dizendo:
Nós
estamos orgulhosos de você, filho.
A
magia do Espelho, como Dumbledore explicara muitos e muitos anos antes a Harry,
refletia o desejo mais profundo do coração daquele que olha. O desejo de Ted,
um pouco diferente daquele que Harry tinha, era, não apenas ver seus pais, mas
também ouvi-lo dizer que estavam orgulhosos do caminho que Ted havia escolhido
para si. O rapaz precisava ter certeza de que era isso que Remus dizia.
Ele
não notou quando Harry posicionara-se atrás dele, e não se importou. O padrinho
o abraçou, e Ted chorou em seu ombro durante vários minutos. Enquanto o
consolava, Harry disse:
-
Eu também estou, Teddy. - As lágrimas também forçaram seu caminho pelos olhos
de Harry. - Eu também estou muito orgulhoso de você.
_____________________________
Yanka
Hezron estava sozinha no quarto das meninas na Slytherin. Todas já estavam de
malas prontas e estavam no Salão Comunal, tendo a última refeição em Hogwarts.
A menina abriu seu malão, olhou para os lados para ter certeza de que estava
vazia, e puxou de lá a Chave do Reino. Ela preferiu não revelar que a tinha,
nem mesmo para seus amigos da Nova Ordem da Fênix. Disse para eles que, no
momento que colocara a mão no quadro, a porta revelou-se.
Usando
a própria Chave, ela puxou uma das pedras da parede logo ao lado de sua cama,
criando um esconderijo. Depositou o objeto e recolocou a pedra, que nunca
parecia ter sido movida. Para garantir, ela usou um feitiço que aprendera para
selar o esconderijo de tal forma que apenas sua varinha poderia abrir.
Então
ela saiu para o Salão Comunal descobrir quem fora o grande vencedor da
competição, apesar de que todos já sabiam.
_____________________________
Minerva
McGonagall sentou em sua sala após a decisiva partida de Quadribol e final da competição
das casas. Ela estava cansada, estava muito velha. Com esses pensamentos em
mente, ela pegou dentro da gaveta uma foto de duas jovens sorridentes. Eram ela
e Coraline Von Ulf. Minerva lembrava-se do dia em que aquela foto foi tirada.
Era
o último dia do quinto ano delas, no ano de 1951. Elas estavam na estação de
Hogsmeade, com o Expresso Hogwarts atrás delas. Quem tirara a foto foi a
terceira pessoa do trio de amigos dela, um rapaz chamado Edmund Spinnet. Os
três, assim como Harry, Hermione e Rony, foram três amigos inseparáveis durante
os anos que Coraline estava viva.
Tudo
mudou quando ela, no sexto ano, morreu.
Edmund
mudou-se para Bulgária, onde cursou o último ano de escola na Durmstrang.
Minerva fizera novos amigos, apesar de nunca ter se esquecido dos velhos.
Sua
visão periférica captou um movimento a frente de sua mesa. Levantou os olhos
para ver o fantasma de Coraline diante dela. Ela estava jovem, como no dia em
que morreu, e trajava as roupas da Gryffindor. Ela sorriu, mas Minerva chorou.
-
Me desculpe, Coraline. - Ela respondeu. - Me perdoe por não ter impedido você
naquele dia.
Entretanto,
o fantasma não respondeu. Apenas sorriu e se desfez em fumaça. Minerva sentiu,
no fundo do coração, que sua amiga finalmente havia encontrado paz.
_____________________________
No
fim do dia, antes do sol, Harry e Ted já estavam de volta no Ministério da
Magia. Ted estava feliz, por que seu maior desejo havia se tornado realidade:
seus pais estavam orgulhos dele. Eles não haviam dito isso diretamente a ele, é
claro, mas ele podia sentir que, onde quer que eles estejam, estavam
orgulhosos. Seu padrinho também estava orgulhoso dele, o que já contava muito.
Após
apagar a localização do Espelho da mente de seu afilhado, os dois se
despediram. Ted foi para casa de sua avó, e Harry foi para casa.
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Alvo
olhou para o castelo de Hogwarts uma última vez antes de embarcar no trem. Sem
dúvida sentiria saudade daquele lugar. Conhecera seus melhores amigos ali;
tivera sua maior aventura ali também. Mal esperava que o verão acabasse para
voltar.
Hagrid
estava na plataforma, guiando os alunos. Ele despediu-se de Tiago e Rose, mas
pediu para falar com Alvo antes. Ele entregou um envelope a ele, e pediu que
entregasse para o pai assim que o visse. O gigante disse que era muito
importante que apenas ele lesse aquela carta, ninguém mais. Por isso, não era
para deixar que ninguém mais soubesse dela. Ele a guardou no bolso da camisa.
Ele
embarcou no trem de volta a Londres.
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Gina,
que estava na sala de estar de estar lendo um livro, ouviu a campainha tocando.
Estranhou, pois não poderia ser seu marido, pois ele tinha a chave. Assim que
abriu, viu um rapaz jovem do outro lado; era bem mais alto que ela; seu cabelo
estava enegrecido como uma nuvem de chuva. Ela achou-o bonito.
Antes
que ele pudesse dizer qualquer coisa, ela saltou em seus braços e beijou
apaixonadamente. Ela estava com muita saudade dele. Fazia meses que não o via.
Ela o largou, voltou ao chão e socou-o no ombro; ele mal se moveu.
-
O que, diabos, pensa que está fazendo me deixando presa aqui tanto tempo?
-
Eu apenas te dei o espaço necessário para concluir o plano, Violet. - Ele
respondeu. - E então, conseguiu o que queríamos?
-
Sim. Estou carregando um filho de Harry Potter. - Ela sorria maliciosamente.
Apenas depois de falar foi que ela percebeu que
Harry Potter estava na entrada da casa, abrindo o portão, porém parado, estupefato,
com o que acabara de ver e ouvir.
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