Quando
entraram, ficaram todos de boca aberta! Era uma cidade magnífica, de casas
feitas de ouro puro, com estátuas dos deuses espalhadas por todo o lado. Havia
uma estrada em “S” que dava para um grande castelo, cujas portas estavam
abertas. Os amigos andaram nessa estrada sempre admirando a paisagem. Chegaram
aos portões grandes de ouro; dentro havia doze tronos em forma de U e uma
grande lareira no meio.
-
Cada trono pertence a cada deus do Olimpo. - Informou Fred.
-
Mas não existem apenas 12. - Jenny pôs ênfase em apenas.
-
Não, mas existem deuses menores, como no caso da tua mãe e de Nêmeses e outros
deuses.
-
Ele tem razão. - Disse uma voz como um trovão que os assustou a todos.
-
Zeus!
-
Zeus? Deus dos céus?
-
Sim. - Ele era gigante, tinha uma túnica branca até aos joelhos e umas
sandálias gregas, era Zeus na sua forma mais grega possível. - E o que fazem
aqui? Vocês não são deuses!
-
Não, mas precisamos falar com um. - Disse Jenny apelando a toda a sua coragem.
-
Que deus procuram? - Disse Zeus sentando-se no seu trono que estava sobre uma
nuvem.
-
Dionísio, senhor. - Respondeu Cris fazendo-se ouvir.
-
E porque Dionísio, filho de Apollo? Espera, tu já esteve aqui.
-
Sim já, senhor. O ano passado quando precisava de ajuda para derrotar o gigante
do Ártico.
-
E pelos vistos conseguis-te. E porque Dionísio? - Regressou a conversa
anterior.
-
Porque precisamos derrotar Clissios.
-
Clítios. - Corrigiu Jessy.
-
Ou isso, o anti-Hecate.
-
Uhm... DIONÍSIO! - Chamou Zeus.
-
Zeus! Já vou!
Apareceu
um homem com uma túnica com videiras a treparem-lhe pelas pernas.
-
Já cheguei, o que quer?
-
Ajuda os semideuses.
-
O que? - Ele olhou para os sátiro e os outros três amigos. - Porque quer que eu
os ajude?
-
Porque sim! Não te tornas-te um dos doze para me questionares!
-
Sim, Zeus. - dirigiu-se para os semideuses. - Do que precisam?
-
Precisamos que nos diga como derrotou o anti-Hecate. - Disse Cris.
-
Tu já estives-te aqui?
-
Já! Vai ajudar-nos ou não?
-
Hecate queimou-o depois de Hércules lhe partir a armadura e eu o prender com as
videiras. Contente? Já posso ir embora? Espera! - Disse cheirando o ar. -
Cheira a magia! Mas Hecate não está cá!
-
Devo ser eu. - Jenny pôs a mão no ar. - Hecate é minha mãe.
-
IMPOSSÍVEL! - Rosnou Zeus. - ELA NÃO PODE TER FILHOS!
-
Sabe onde a posso encontrar?
-
VOU TE DESTRUIR! TU E AOS TEUS IRMÃOS! - Zeus começou a fazer uma trovoada
instantânea, relâmpagos e trovões apareceram na sala. Um ia acertando se um
escudo não se tivesse formado a volta de Jenny.
-
NINGUÉM VAI DESTRUIR NINGUÉM! MUITO MENOS A MINHA FILHA! - Apareceu uma deusa zangada
da porta do seu lado direito.
-
Mãe? - Perguntou Jenny.
-
Ola, eu disse que nos íamos nos encontrar. - Olhou para ela com um sorriso.
-
Mas o que se passa aqui? Porque é que meu pai está zangado? - Apareceu Athena.
-
Boa, só falta o meu pai e o resto dos deuses todos. - Resmungou Cris.
-
Ela é filha de Hecate! - Zeus apontou para Jenny. - Ela não podia ter mais
filhos!
-
Sim pai, mas tu e os meus tios também não e tiveram! Não foi? - Perguntou
Athena cautelosa, ela estava com o vestido branco, do mesmo tecido da túnica de
Zeus, os seus cabelos estavam enfeitados com pérolas.
-
Irritaram Zeus outra vez? Quem foi? - Apareceu Apollo com uma túnica igual a de
Zeus, estava com o seu sorriso de convencido. - Oh, ola filho.
-
Oi pai. - Disse desanimado.
-
O que se passa? O que se passa é que Hecate não cumpriu a sua palavra!
-
E tu também não, não se lembra de Thalia?
-
PAREM DE ME ACUSAR! VÃO SE EMBORA SE NÃO QUISEREM VIRAR CHURRASCO. - Disse Zeus
zangado para os semideuses.
-
Filha! - Athena dirigiu-se para Jessy, esta virou-se. - Vais sair-te bem nesta
missão.
Jessy
sorriu e saiu pelas portas dourada.
-
Acho que arranjas-te um inimigo imortal. - Disse Fred.
-
Já posso riscar isso da minha lista de semideusa. - Disse Jenny irônica e
virou-se para Cris. - Tu e o teu pai não se dão bem?
-
Não é não nos damos bem, é... Outra coisa.
-
Se não quiseres não contes. - Jenny não se queria intrometer na sua vida
pessoal.
-
Talvez mais tarde. – Respondeu. - Temos de encontrar o gigante, antes que ele
encontre o acampamento.
Ele
quer mudar de assunto, pensou Jenny.
-
Sim, por onde começamos?
-
COMEÇAM POR SAIR DAQUI! - Gritou a voz de Zeus.
-
Concordo com ele. - Disseram Fred e Jessy em uníssono.
Eles
saíram do prédio, meio perdidos. Não
sabiam o que fazer e não tinham os pégasos, pensou Jessy. Aí é que se
enganou, apareceu uma carruagem com dois pégasos a conduzi-la.
-
Bluesky! Stonger! Voltaram! - Jennifer abraçou os seus pescoços quentes.
-
Temos carona, mas onde agora? - Disse Jessy.
- Vamos ter com o
gigante! - Disse Jennifer confiante. - E derrotar aquele bafo de lagarto!
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